Kryon em Portugal

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Kryon Cartaz Evento em LisboaO artigo que se segue foi escrito pela jornalista Ana Machado e publicado no Jornal Público do dia 19 de Março de 2011, precisamente no dia em que Lee Carroll pela primeira vez veio o Portugal para um encontro que se realizou em Lisboa, durante dois dias (19 e 20 de Março).

Estivemos pessoalmente no evento e queremos agradecer não só à jornalista que publicou este artigo, mas também à organização, na pessoa da Ana Proença, a oportunidade que nos deu de podermos desfrutar da presença da família Kryon durante estes dias maravilhosos.

Foram momentos verdadeiramente especiais onde se sentiu uma vibração altíssima e onde estiveram 700 pessoas unidas numa energia de amor incondicional plena de magia e encanto, como só Kryon nos sabe presentear.

Bem haja a todos os que estiveram envolvidos nestes momentos únicos. Desejamos que eles fiquem gravados nos nossos corações para nos ajudarem a seguir em frente com alegria e determinação por um mundo cada vez melhor, melhor e melhor.

Com Amor e Gratidão
Tereza Guerra

O Apóstolo de Kryon acredita que tem uma mensagem para o mundo

Lee Carroll era engenheiro na Califórnia, nos EUA, quando começou a sentir que a sua missão não era aquela. Acredita que uma entidade, Kryon, o escolheu para dizer ao munido que este está em mudança.

Lee CarrollCarroll está, pela primeira vez, em Portugal. Os bilhetes estão esgotados. Não se trata de uma religião, nem tem a ver com o oculto ou com crenças estranhas. Não tem uma sede, nem recebem donativos. Quem o diz é Lee Carroll sobre o trabalho que faz há 22 anos e que apresentará hoje a cerca de 750 pessoas reunidas no auditório da Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa, com bilhetes a preços entre os cem euros, para um dia, e 180 euros para os dois. O espaço esgotou.

Lee Carroll, precursor do conceito das crianças índigo —que acredita que 90 por cento das crianças nascidas hoje tem uma sensibilidade apurada que os faz seres preparados para uma nova era—, diz que, quando se sentar numa cadeira no palco do auditório lisboeta, a sua cabeça não vai rodar 360 graus, nem nada que se pareça.

“Entro numa espécie de transe”, descreve sobre o momento em que “canalizará” a mensagem dessa entidade a que chama Kryon. “Só uso a minha intuição e é apenas isso que peço as pessoas”, diz ao O Público. E recorre ao exemplo dos apóstolos, no cristianismo, para clarificar o que faz. Tal como eles passaram a palavra de Deus, Carroll transmite uma mensagem, a de Kryon.

E reconhece que o facto de não se saber bem 0 que os move cria alguma curiosidade. “A primeira vez que estivemos na Rússia, onde vamos uma vez por ano, recebemos 11 mil pessoas e o hotel onde ficámos disse-nos no fim que não nos queria lá mais, sem explicar porquê. Percebi depois que os assustava não saberem o que nos movia. Não era a religião ou o dinheiro e isso é difícil de compreender”, diz Carroll. “Do que vivo então? Dos livros e das conferências.” Já publicou 15 livros e fez palestras em 23 países.

Crianças diferentes

As alterações do cima, e ate o sismo e a crise nuclear do Japão são, segundo Carroll, uma mensagem ao homem para que tenha mais respeito pela natureza. E esta a filosofia que está presente na mensagem que hoje e amanhã quer passar. “Sabe o que vai provocar esta crise nuclear no Japão? Provavelmente vai fazer com que abandonemos a energia nuclear. Vamos ter de apostar mais nas energias alternativas”, calcula Carroll. “Mas tudo acontecerá muito lentamente. Precisamos de gerações”, salvaguarda.

Para Lee Carroll, as crianças de hoje são diferentes, mais sensíveis, inteligentes e intuitivas, prova que a humanidade está a mudar. E isso já se reflectiu na revolução pacífica que se assistiu no Egipto.

“No Egipto não foi preciso um líder para fazer uma revolução. Foi a primeira vez que vimos isto. Toda a historia se baseia em quem conquistou quem. Eu cresci na Guerra Fria. Mas vimos como em pouco tempo tudo caiu. Temos de ter consciência que a unidade impera sobre o conflito.”

E frisa que a maneira como os adultos lidam com as crianças tem de se alterar no sentido desse novo caminho. “Passamos muitos anos a ensinar os pais a serem pais de um modo errado. Não devemos mandar calar uma criança, porque estamos com uma dor de cabeça. Devemos explicar-lhes isso e pedir-lhes ajuda”, apela.

“Não me importo que não chamem ‘índigo’ as crianças”, diz sobre o termo definido pela psicoterapeuta Ann Tappe, ainda na década de 1970, para identificar as crianças que tem uma certa energia, a qual, segundo Tappe, irradiava uma cor azulada.

Tereza Guerra vai estar hoje na conferência de Lee Carroll. Era professora de Filosofia e estava a fazer um mestrado, em 2000, quando começou a interessar-se sobre o tema das Crianças Índigo. De repente tudo começou a fazer sentido para si — a sua rebeldia perante o ensino, quando era criança, e o modo como os seus dois filhos questionavam dogmas, regras e se insurgiam, quando não tinham uma explicação. “Os meus dois filhos vivem hoje em Nova Iorque e são felizes. Penso que o facto de termos uma nova geração cada vez mais espalhada pelo mundo, com iniciativa e interventiva, é um pouco a consequência desta mudança”, diz a ex-professora.

Casa Índigo em Portugal

Depois de Tereza Guerra ter ouvido Carroll, em Segóvia, Espanha, decidiu abrir a Casa Índigo, em Portugal. Ai recebe e aconselha pais e crianças, em consultas e ajuda terapêutica, tendo também por base a mensagem de Kryon. “Não vale a pena gritar ou bater. Temos de as tratar de igual para igual e ter a humildade de aprender com elas”, recomenda.

Helena Marujo, professora da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Lisboa e especialista em desenvolvimento infantil, questiona o conceito das crianças índigo e diz que é “um rótulo” que serve mais as ansiedades dos adultos do que as próprias crianças.

Sou anti-rótulos de qualquer tipo. Percebo que do ponto de vista dos adultos seja mais fácil encaixar as crianças em caixinhas. Mas isso para a criança não tem importância”, explica a especialista, que reconhece que “ate pode ser uma abordagem positiva” para lidar com certo tipo de comportamentos infantis. “Estamos num momento em que há um crescendo da aplicação de medicação psicotrópica em crianças e as pessoas procuram respostas que a ciência continua sem dar. E entendo que as procurem em novas abordagens e novos valores. Isto justifica a importância que estes conceitos têm vindo a ganhar.

Helena Marujo alerta para uma situação a evitar: “Não devemos nunca passar uma mensagem a criança de que ela não é normal.”

Para Tereza Guerra chegou a hora de as escolas darem mais as crianças: “Não somos um monte de ossos e carne. Somos também seres espirituais, cada um com as suas particularidades. E a isso a escola não dá resposta.”

“Temos de aceitar que estamos a mudar”, conclui Carroll.

Ana Machado

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