A Mudança em Tempo de Crise

A Mudança em Tempo de Crise

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Vivemos tempos difíceis a nível mundial. A crise parece ter-se instalado, envolvendo a todos num mar de interrogações e perplexidades, mas será que mesmo assim queremos uma mudança?

Apesar de nunca desejarmos a mudança, eis que algo de perturbador está a acontecer. No seio das famílias a confusão começa a sentir-se e a crise já não é só uma coisa externa, mas é vivida no seio das famílias, nos lares, nas escolas, nas igrejas, na sociedade, no mundo. E porquê?

As crianças e os jovens da nova era caracterizam-se por:
  • Serem contestatárias, revoltam-se perante as injustiças e a mentira.
  • Não aceitam passivamente a autoridade.
  • Na escola mostram-se desmotivados, embora sejam inteligentes.
  • Não gostam de ser tratados com crianças.
  • Estão sempre a fazer perguntar sobre a origem e o porquê das coisas.
  • Têm um nível muito alto de vibração e muita energia que não sabem como canalizar.
  • Por vezes diagnosticam-lhes Transtorno de Deficiência de Atenção ou até.
  • Hiperactividade, mas quando o tema lhes interessa e apaixona, dedicam-lhes horas a fio…
  • Quando pequenas imitam tudo o que fazemos.

Talvez porque estávamos distraídos e não reparámos que o ser humano também evoluiu. A criança de hoje já não é a mesma, que aceitava a autoridade, regras, normas, e valores transmitidos pelos nossos antepassados. A escola entrou em crise e os professores e as famílias entraram em pânico!

Contudo, é importante mantermos a calma e não deixar que o pânico e o medo se instalem, porque eles são os verdadeiros promotores das desgraças e das doenças.

A lei do medo é sinónimo de caos e oposta à lei do Amor. Ora o Universo é um contínuo acto de Amor. As leis do Universo são, entre outras, harmonia, ordem e evolução e essas só são possíveis através do Amor.

A evolução do ser humano não é uma ilusão e estamos a evoluir com o Universo, pois ela não é só para os astros, os animais e as plantas, mas também passa pelo ser humano. As crianças nascidas nos últimos anos são exemplo disso. Elas são uma dádiva de amor, para nos obrigarem a mudar, porque são inconformistas e sempre críticas, elas vêm espelhar a sociedade e a família onde estão inseridas. Há já quem lhes chame o vírus (no bom sentido, é evidente!) da sociedade actual.

É claro que quando se fala em crianças índigo muitas pessoas ficam assustadas e preferem ignorar o tema ou, simplesmente, contorná-lo. Outros tentam apaziguar os pais, prometendo “curá-las” utilizando uns truques de magia… ou, o que é muito mais grave, propondo uma medicação, do tipo Ritalina… (noutros países já perceberam os malefícios da utilização destes tratamentos em crianças).

Claro que é sempre mais fácil dançarmos conforme a música, dizer-se aquilo que os outros gostam de ouvir, em vez de sermos frontais, autênticos e verdadeiros, como os índigos o são. Por isso eles incomodam e a sociedade quer, a qualquer custo, calá-los!

Há pais que nos trazem as crianças para que as mudemos…Então é importante explicar que quem deve mudar não é a criança, mas sim a sociedade, a família e a educação porque estão ultrapassadas.
A criança, quando se sente insatisfeita pode apresentar determinadas características: défice de atenção, hiperactividade ou impulsividade… No entanto, quando o tema lhe interessa passa horas lendo ou investigando nos computadores, ou até desmontando brinquedos, para ver como são feitos. Aí não é desatenta, nem hiperactiva…

Vivemos numa sociedade de facilidades onde se prefere tomar um comprimido, a procurar a causa da dor, ou ir para junto da natureza, respirar fundo, aliviando o stress. Em vez de nos alimentarmos convenientemente ingerirmos qualquer coisa e à pressa, sem pensarmos que somos aquilo que comemos…

Não temos o hábito de meditar, estimulando a nossa criatividade e harmonizando-nos com o Todo. Usamos um calendário cujo lema: tempo é dinheiro, nos causa stress e depressão. Os antigos Maias regiam-se por um calendário harmónico em sintonia com os ciclos da natureza, o que os ajudava na sua evolução espiritual…

É por isso que a nossa sociedade está cada vez mais enferma e à beira do colapso.

Educar numa Nova Energia e Vibração

Os cientistas sabem que o nosso planeta está a viajar no espaço e no tempo aumentando de vibração o que influencia necessariamente os seres humanos. Até 2012 esse aumento de vibração irá acentuar-se e exigirá de nós uma sintonização/ harmonização com as leis universais e galácticas. Somos seres espirituais que estamos a fazer uma experiência humana, por isso não podemos ignorar a nossa essência original.

Viver num materialismo desenfreado é aniquilador de todos os valores mais profundos. As religiões, que durante séculos tiveram um papel importante na espiritualização das pessoas aparecem, agora, distantes da sabedoria universal. É tempo de caminharmos rumo à autonomia e ao Universalismo, deixando para trás o sectarismo das religiões e das seitas.

As crianças hoje já nascem com esse sentido muito claro de que são seres espirituais com poderes e energia suficientes de evolução e auto cura. Elas já trazem o hemisfério cerebral esquerdo equilibrado com o direito, por isso são criativas, sensíveis, confrontadoras, enérgicas, hábeis, dinâmicas, providas de inteligência intuitiva e computorizada….

Como poderemos educar estas crianças da mesma forma que nos educaram?

O filme Índigo de James Twyman, Neale Donald Walsch e Stephen Simon apresenta-nos uma criança índigo bem reveladora das potencialidades que estas crianças trazem consigo. Elas são a própria mudança e sabem que os mais profundos mistérios estão ao alcance de todos, basta “acreditar” aprender a ver com o coração e ouvir a intuição. Estes são os novos instrumentos telepáticos que temos ao nosso alcance e que elas já utilizam naturalmente!

Características comuns nas Crianças Índigo, Cristal e em outras crianças e jovens da nova geração:
  • São mais sensíveis que as outras crianças.
  • São mais intuitivas, preceptivas e até psíquicas em vários graus.
  • São determinadas e têm um importante propósito de vida global.
  • São coerentes e autênticas. Existe correspondência entre: coração, mente, palavras e acções.
  • Percebem facilmente a falta de verdade, integridade e honestidade.
  • Acreditam e mostram muita paixão por valores como: a vida, o amor e a justiça.
  • Enquanto jovens e até como adultos têm forte sentido de serviço e ajuda comunitária.
  • Por natureza não criticam nem julgam os outros.
  • Em geral têm um grande sentido de humor.
  • Precisam muito de água, natureza, arte, roupa de fibra natural, exercício físico, e de um ambiente equilibrado e seguro, tanto física, como emocional, psíquica e espiritualmente.
  • Requerem a presença de adultos emocionalmente estáveis.
É pôr em prática a lei do amor, em vez de vivermos segundo as leis do medo.

As crianças são cada vez mais especiais e criativas, então o caminho será sintonizarmos com a sua sabedoria e capacidades aprendendo com elas através do diálogo permanente, sincero e autentico, sem manipulações, nem autoritarismo, porque elas rapidamente detectam as intenções do nosso coração…

No nosso livro “Crianças Índigo e Cristal” abordam-se todas estas questões e existe um capítulo destinado às pedagogias mais adequadas às actuais crianças. Costumo recomendar aos professores que, se descobrirem que têm um aluno índigo, devem proceder como se todos fossem índigos, porque todos beneficiarão. Estas crianças necessitam de atenção e de sentirem úteis. Não devem permanecer imóveis a ouvir o professor, mas participar activamente, porque são muito inteligentes, activas, dinâmicas e criativas.

As escolas tradicionais, limitam-se a medir o rendimento dos alunos, comparando-os com modelos abstractos, não visam a formação integral da pessoa. Avaliar a evolução da personalidade dos alunos a partir da sua criatividade, aplicação, forma, pensamento, fantasia, lógica, estilo e conhecimentos, sentimentos, numa palavra a sua real evolução, em vez de os avaliar, unicamente, por meio de testes seria o ideal. A pessoa do aluno nunca deveria ser posta em causa, mas o que no seu trabalho ainda poderia melhorar. Assim, o aluno não veria a sua personalidade expressa, apenas, através de cifras numéricas.

As famílias sentem verdadeiro pânico das célebres reuniões de pais, onde se salientam aspectos negativos das crianças e, quantas vezes, de forma desumana e hostil. Nenhum pai gosta de ouvir dizer mal de filho. Os pais estão tão ou mais aflitos que os professores, eles precisam de ajuda. Na maior parte dos casos, não se trata de negligência, mas de desconhecimento acompanhado de forte sentimento de incapacidade. É urgente que escola e família encontrem formas sábias e serenas de entendimento, para bem das próprias crianças.

A Educação deveria ser a primeira grande ocupação de todos nós na sociedade actual, segundo novos moldes, adequados à realidade das crianças, da sociedade, do planeta, do Universo.

Casa Índigo promove actividades e filmes sobre o tema Índigo, para esclarecer e proporcionar aos índigos (crianças e adultos), pais, educadores e outros interessados nestes temas, a possibilidade de encontrarem o caminho de mudança e adaptação às novas gerações.

Fazemos parte dum Universo em constante transformação, pelo que não faz sentido uma educação estática e baseada em modelos pobres e antigos. A educação tem que ser dinâmica, mágica e criativa como esses pequenos seres da nova energia e vibração planetárias –as crianças do novo tempo!

Tereza Guerra


Artigo publicado na revista O Mundo da Criança do jornal O Publico do 27 de Junho de 2005.
Reproduzido com autorização.

 

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