Índigos, as Crianças da Mudança

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A insensibilidade e desonestidade aplicam tolerância zero. Não usam códigos politicamente correctos e revelam factores de intuição incomuns.

São inconformistas em relação aos sistemas instituídos, hiperactivas, irrequietas, sem medo. Não aceitam um não como explicação e não reconhecem a imposição da autoridade absoluta de pais ou professores. Estas são as novas gerações de crianças nascidas a partir dos anos 80, que vão mesmo mudar o mundo.

Em Portugal pouco, ou nada, se tem ouvido falar nestes jovens que hoje enchem as famílias e a escola. E se há uns tempos era vulgar falar-se de sobredotados, eles não deixavam de ser encarados como uma excepção a regra! Hoje, porem, são mais que as mães! As gerações de Índigos constituem a regra, se se tiver em conta que a partir de 1980 cerca de 90% das crianças apresentam um novo e invulgar conjunto de atributos psicológicos que se traduzem num padrão comportamental irreverente, com factores que, para além de incomuns, são únicos, tomando-se urgente que os educadores que interagem com elas mudem as suas técnicas de tratamento e orientação para que consigam estabelecer o equilíbrio.

Podemos encontrar em qualquer dicionário o significado de Indigo: “Uma das cores do espectro solar”, entre outros possíveis. Neste caso, “o termo Indigo refere-se ao estado de alma, que num humano típico muda de dia para dia, dependendo da disposição e do interesse”.

Nos muitos sites a que se pode aceder na Internet sobre o tema, esta designação é de natureza espiritual. Segundo Tereza Guerra, ligada a investigação de questões sobre educação, professora durante 22 anos quadro do Ministério da Educação, e presentemente a preparar o lançamento, para breve, da primeira obra em Portugal sobre o tema,

a nível global, existe neste momento uma maior e mais intensa vibração do planeta. Isso todos nós sentimos! Com mais ou menos sensibilidade a nível espiritual! Essa característica está a influenciar os seres humanos. Portanto, estas crianças têm também uma major sensibilidade e grande percepção. Apercebem-se, por exemplo, imediatamente da mentira. E confrontam os adultos com essas situações. Neste momento, nas escolas há grandes problemas, sobretudo no nosso país, essencialmente porque esses aspectos ainda não foram considerados! Nem ao de leve! Estas crianças estão, muitas vezes, a ser tratadas com medicamentos. Isto é grave!

Tipos de Crianças Índigos

Segundo os investigadores, há quatro tipos de Índigos: humanista, conceptual, artista e interdimensional.
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Determinados nos seus objectivos, esperar é sempre uma situação muito difícil para eles

HUMANISTAS:
Muito sociais, conversam com toda a gente e fazem amizades com muita facilidade. São desastrados e hiperactivos. Não conseguem brincar só com um brinquedo, gostam de espalhá-los pelo quarto, embora as vezes não peguem na maioria. Distraem-se com muita facilidade. Por exemplo: se começam a arrumar o quarto e encontram um livro (são leitores apaixonados!), nunca mais se lembram de acabar as arrumações.

Como profissões, escolherão ser médicos, advogados, professores, vendedores, executivos e políticos. Trabalharão para servir as massas e, claro, actuarão sempre activamente.


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Tem normalmente soluções diferentes dos educadores para resolver os problemas

CONCEPTUAIS:
Estão muito mais virados para projectos do que para pessoas. Assumem uma postura controladora. Se os pais não estiverem pelos ajustes e não permitirem esse controlo, eles vão a luta. Tem tendência para outras inclinações, sobretudo drogas aquando da puberdade (quando se sentem rejeitados ou incompreendidos). Daí a redobrada atenção por parte de pais e educadores em relação aos seus padrões de comportamento.

No futuro serão engenheiros, arquitectos, pilotos, projectistas, astronautas e oficiais militares.


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Não gostam de brincar com um só brinquedo, precisam de todos pelo quarto

ARTISTAS:
São criativos em qualquer área a que se dediquem, podendo, inclusive, vir a ser investigadores, músicos ou actores altamente conceituados. Entre os 4 a 10 anos poderão vir a interessar-se ate 15 áreas diferentes (ou instrumentos musicais, por exemplo), largando uma e iniciando outra. Quando atingirem a puberdade, aí sim, escolherão uma área definitivamente.

Serão os futuros professores e artistas.


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Irrequietos e hiperactivos, porfiam até conseguir o que querem

INTERDIMENSIONAIS:
Entre os seus 1 e 2 anos os pais não podem tentar ensinar-lhes nada, pois eles responderão que já sabem e que podem fazer sozinhos. Normalmente, porque são maiores que os outros tipos de índigos, mostram-se mais corajosos ainda e por isso não se enquadram nos outros padrões.

No futuro serão os responsáveis pela introdução de novas filosofias ou espiritualidade no mundo.

DEFICE DE ATENÇÃO
As crianças e jovens da ”nova era” apresentam imensas dificuldades em prestar atenção: não ouvem as pessoas, mostram dificuldades de organização e não apreciam as actividades que exijam apenas esforço mental ou concentração, sem qualquer criatividade a mistura.

HIPERACTIViDADE AO RUBRO
Este novo tipo de criança è irrequieto, retorce-se constantemente e está permanentemente a levantar-se dos assentos. Correm, saltam, sobem, descem nos sítios mais impróprios, parecendo que tem um motor nas pernas. Falam imenso e dão respostas inesperadas, interrompendo e embaraçando os adultos.

Como Devem Ser As Relações Com Eles

Nunca esconder nada. No perder nunca a paciência. Evitar as ordens. Em vez delas, use o toque para lhes chamar a atenção. São muito sensíveis a ele. Ao transmitir uma mensagem, eia deve conter prazer e não dor, ser baseada no sentimento de amor e não no medo. Os castigos não funcionam com as crianças índigos. Em vez deles, pode ser administrada a repreensão, analisando com o índigo a situação pela qual está a ser repreendido. São francos e honestos e aí reside a sua major força, Portanto, se com eles tiver outro tipo de comportamento que não este, eles não respeitarão o agente desse comportamento.

A evolução da espécie humana

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Jamais aceitarão a autoridade absoluta dos pais sem que ela seja devidamente explicada

A evolução que está a acontecer nas crianças da “nova era” tem fundamentalmente a ver com a evolução humana,

Na perspectiva de Tereza Guerra, “os cientistas reconhecem que há uma evolução do universo que passa pelo ser humano. Ao nível do ADN, essas crianças já trazem uma evolução fisiológica clara. Os estudiosos da questão dizem que os índigos sempre existiram no planeta, um aqui, outro ali, eram excepções a regra. Agora não! Com os anos 80 surge a primeira “formada”, portanto, estão agora na casa dos 20! O que os cientistas dizem é que, actualmente, mais de 90% já nascem índigos. A evolução está mesmo a dar-se e dai que nos apercebamos que crianças com dois, três anos, tem uma capacidade de explicação, de intervenção, de conversação, que não poderia ser explicada senão por uma evolução que se esta a dar na espécie humana. Eles vêm para romper com sistemas caducos da nossa sociedade que estão desactualizados. Jamais se deve anestesiar essas crianças com narcóticos, com medicamentos, deve-se, sim, ter-se um cuidado extremo em se entender que tipo de criança é e procurar ter nina outra atitude de abordagem”.

Novas pedagogias, escolas para pais e formações de professores

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Na adolescência, a escola é com frequência uma fonte de desinteresse

Há três grandes correntes que estio ainda muito pouco desenvolvidas: As pedagogias Freneit, Waldorf e Montessory.

São as três grandes linhas pedagógicas que, porque são muito humanistas, se adaptam bastante bem a criatividade e inteligência destas crianças e que pode realmente interessá-las porque, na realidade, elas já trazem capacidades de desenvolvimento. Ou seja, a criança não tem só o hemisfério esquerdo (que é o racional) muito desenvolvido; tem também o direito (que é a parte criativa)

precisa Tereza Guerra.

É evidente que enquanto se continuar a despejar matéria, a escola é realmente um sacrifício para os índigos! Daí a desmotivação, a irritabilidade, a destabilização, a falta de atenção nas aulas.

É obviamente que a mudança das crianças e jovens da “nova era’ tem de ser acompanhada:

Há que dar formação aos professores, no sentido de saberem o que fazer, porque o próprio professor desconhece essas mudanças.

Quanto ao tempo que se perspectiva para que tenhamos as ferramentas que estas crianças exigem, esboça em jeito de desabafo: “Neste momento, neste nosso país, ainda está difícil. Sei que noutros países (por exemplo, no Equador) já se estão a fazer convénios entre Ministérios da Educação e Associações criando escolas para pais, pois os próprios pais também sentem muitas dificuldades na relação com a criança e precisam de ser orientados e apoiados”.

Em face disto, muito possivelmente, só aqueles que hoje fazem parte das primeiras formadas de índigos, que já têm entre os 20-25 anos, virão a ser, daqui a alguns anos, os futuros formadores e pais. É então tudo será diferente! Eles vão mesmo provocar a mudança no planeta.


Artigo publicado na revista FLASH! do 14 de Maio de 2004.
Reproduzido com autorização.

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