Conferência ‘Crianças Índigo’ 1

Conferência ‘Crianças Índigo’ 1

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Conferência por André Louro de Almeida

Parte I: 8 de Novembro 2002

Qual o contexto em que faz sentido falar de novas crianças?

Desde sempre, uma nova geração é uma pequena alavanca para a elevação da consciência terrestre, mas, muito exactamente desde o final do séc. XIX, cada geração é um instrumento para essa elevação, e o contexto em que faz sentido falar de novas crianças é a própria Terra. Existem outros contextos, tais como: sociais, pedagógicos, contextos ligados aos processos cognitivos e de aprendizagem, mas o que vamos hoje tentar ver é o contexto mais abrangente possível – e quanto mais abrangente for o nosso olhar sobre estes seres mais profunda e abrangente é a resposta deles.

Este planeta encontra-se sob um fortíssimo envelope mental e comportamental de limitações. Existe uma enorme desfasagem entre o que os seres humanos consciencializam e aquilo que eles são capazes de plasmar no exterior, de imprimir na vida. Essa é uma das maiores fontes de sofrimento do Homem, a divisão entre a vida interior e a vida objectiva, entre o mundo interior e o estado das coisas, entre factos subjectivos e acontecimentos exteriores. Uma boa parte dessa ficção é da nossa responsabilidade.

O estado do planeta é o fruto de uma cultura, é um processo de plantar e colher, é o resultado de uma leitura da realidade. No entanto, existem agentes bastante conscientes na limitação da consciência humana.

São forças que utilizam a margem de sombra criada pela nossa ignorância, ou pelo nosso egoísmo, ou atavismo, ou pelo estado em que a consciência colectiva se encontra, e, assim, sublinham, fortalecem, aninham-se nos extremos. No entanto, a Humanidade é uma criança do ponto de vista duma consciência cósmica superior, e, como todas as crianças, tem margem para errar, para aprender, para investigar e… tem família. Nós temos Humanidades nossas irmãs, nossas avós, nossos pais, nossos educadores. Esta rede de inteligência potencial, sob a forma do Homem que reveste toda a Terra, é imensamente amada familiarmente.

Quando nós compreendermos a Humanidade como uma criança da qual somos uma célula, um vector, um olhar, quando sentirmos esta comunhão fazendo parte de uma Família superior que não está identificada com esta dimensão em que nos encontramos, provavelmente irá acontecer uma fusão entre oração e falar com o Pai, entre abertura ao infinito e ouvir um professor… Nós começámos agora a ouvir as Humanidades paralelas que fazem triângulo, pentágono, hexágono com a nossa Humanidade.

Nós, como Humanidade, somos uma aresta, somos um vértice de um prisma, somos uma face de um diamante, e, nesta fase, não conta se a face é obscura ou iluminada. As outras faces são Humanidades paralelas à nossa que nos observam, amam e compreendem, que não estão numa postura julgadora ou paternalista; são entidades cósmicas de uma enorme beleza que observam e amam. E amam porque aquela Humanidade/Terra – 3ª dimensão – é uma parte deles.

O diamante da consciência universal é hermético e não se pode ignorar uma das partes. O Homem terrestre é uma face da consciência universal. Tu próprio és uma face de um diamante de consciência, feito por outros indivíduos que estão noutras dimensões. Nós somos um compósito de consciências. Estas Humanidades paralelas conspiram para a nossa plenificação, para a nossa realização profunda, trabalham activamente para a iluminação colectiva. Estas Humanidades estão connosco, de tal forma que enviam constantemente milhares dos seus representantes.

Nos finais do séc. XIX início do séc. XX cada geração recebeu um contingente de consciências vindo de Humanidades paralelas. Os mundos são educados por agentes infiltrados. Em épocas anteriores era muito claro perceber esses agentes infiltrados, porque essas figuras destacavam-se no horizonte dos acontecimentos. Tu tinhas um Leonardo da Vinci, e só muitas milhas depois encontravas outro Leonardo. A matriz de infiltração dos enviados das Humanidades paralelas era muito espaçada.

Desde o final do séc. XIX que essa fase terminou e os nossos pais cósmicos, as Humanidades paralelas que nos acompanham, começaram a enviar, cada vez mais, seres capazes de produzir mutações na consciência colectiva.

No passado, porque eram poucos, esses seres funcionavam como epicentros qualitativos que produziam um enorme impacto na Humanidade, mas, a partir do início do séc. XX, os Irmãos Maiores começaram um processo de saturação da consciência terrestre com seres que traziam dentro deles certas qualidades.

O estado de consciência histórico de um planeta é predominantemente marcado por contrastes, por conflitos e por trocas também, é um estado predominantemente marcado pela dualidade, pelo que não é possível a esses Arquitectos de iluminação da Humanidade começarem, obviamente, pelo fim, ou seja, pelo envio de seres vertiginosamente distanciados das necessidades do próprio povo de um planeta. Então, cada geração recebeu a incapacidade específica de manter a mentira global. Isto dá-nos a noção de que o estado em que o planeta vive há milhares de anos é este envelope de sombra, no qual os principais registos de que nós temos consciência são os de sobrevivência, de contraste e de diferença. Por isso, os nossos hábitos civilizacionais giram todos em torno disso: ao fim do dia, resta muito pouca energia para outras coisas que não sejam sobrevivência, e isto tem sido assim há milhares de anos.

Este estado de coisas é mantido por uma visão muito reduzida da realidade, na qual o indivíduo se sente totalmente isolado dos outros, não se compreendendo como fazendo parte de um grande ser vivo que é o planeta onde está. É uma visão em que o nosso “aqui” e o nosso “agora” são extremamente pobres. O “aqui e agora” do nova-iorquino é a sala em que ele se encontra e aqueles 5 minutos; o “aqui e agora” de um europeu é a área onde ele está e um período entre meia hora e uma hora; o “agora” de um índio norte-americano implica todas as gerações de que se lembra para trás e os bisnetos que ele consegue projectar para a frente; e o “aqui” dele é tudo o que o olhar alcança.

Quanto mais pobre, no sentido de evolução da consciência, é uma cultura e uma civilização, mais o “aqui e agora” se estreitam, é como se a nossa consciência de “aqui e agora” respirasse: quanto mais refinada é a leitura da realidade, mais o nosso “aqui e agora” se simplifica e se expande, mais a nossa consciência procura sair desta localização geográfica em que o corpo se encontra, e envolve camadas de verdade, de tempo, de possibilidades de vida para além daquele ponto geográfico. É como se o “aqui e agora” fosse um barómetro da evolução da consciência.

É óbvio que, para eu destruir a Amazónia tal como tenho feito, tenho de ter um “aqui e agora” muito curto, muito utilitário e imediato. Mas todo o processo imediato da consciência é perigoso. A forma como os seres humanos definem as coisas forma uma prisão dimensional. O consenso que criámos, e onde nos encontramos uns aos outros, forma uma prisão dimensional.

Os Pioneiros

Estes Irmãos Maiores, desde o princípio do séc. XX, têm enviado gerações que são como que “chaves” na desmontagem da leitura do mundo, e cada geração é uma chave, um disjuntor que salta na mentira mundial. A partir de 1850 começaram a tornar-se activos aqueles a quem poderíamos chamar os “Pioneiros”. Eram seres isolados, completamente exóticos do ponto de vista cultural, que ainda funcionavam como faróis no meio de um mar obscuro. Nesta geração dos Pioneiros temos os contributos de: Madame Blavatsky, Rudolf Steiner, Sri Aurubindo, Gandhi, Yogananda, Albert Shweitzer. Todos estes seres fizeram, antes, o que a Humanidade está a começar a aprender a fazer 50 anos depois. Eles funcionaram como quebra-gelos, são uma geração que actuou por impacto. Eles vieram trazer algo tão fora de todos os parâmetros, que o objectivo era fazer saltar a ideia de continuidade em termos de evolução da cultura. Einstein também foi um deles. Então, os Pioneiros têm esta qualidade, produzem descontinuidade. Eles vieram para produzir rupturas epistemológicas.

Epistemologia – Disciplina que trata dos problemas filosóficos colocados pela ciência, particularmente o do valor do conhecimento científico.

Os Hippies

Depois desta fase, nascidos nos anos 40 e começando-se a tornar activos nos anos 60, chegou uma nova alavanca profundamente idealista, os Hippies. Eles eram, sobretudo, formadores de visão, enquanto que os Pioneiros tinham vindo demonstrar a forma como a nossa consciência evolui, podendo sofrer torções inesperadas. Os Hippies, porém, vieram trazer visão, poema, idealismo. Foi um processo de aspiração colectiva, e só foi possível fazer descer uma alavanca destas, depois de os Pioneiros terem abalado as ases políticas, académicas, nas quais uma série de coisas assentava.

Os Star Seed

A partir dos anos 80 emerge o grupo conhecido como os Star Seed. Muito diferente dos outros dois, este grupo veio trazer outra dimensão para dentro desta. Enquanto os Pioneiros eram principalmente vectores de força contra a muralha que mantém o estado do planeta fechado à luz, enquanto os idealistas vieram pintar uma aguarela e dizer: “Esta é a visão”, os Star Seed vieram dizer: “O Cosmos é a Casa”. Eles vieram expandir a nossa percepção das dimensões e vieram deslocar o nosso “aqui e agora”. Muitos deles foram concebidos nos anos 60, período em que Homem chega à Lua, isto é, quando se dá uma descentragem da consciência terrestre para outro astro. Isto teve um grande poder no consciente colectivo. De repente, a raiz do “estar” e do “ser” não é apenas aqui, nesta nave azul, mas o Homem pode viajar no espaço. Foi quando os Star Seed começaram a chegar.

Portanto, nos anos 80 começa a nascer um tipo muito diferente de alavanca. O que cada geração traz com ela é a incapacidade de repetir uma convenção que mantinha o estado das coisas antes dela. O processo de transformação da consciência terrestre tem-se dado por levas sucessivas de inadaptação.

Quando uma geração chega, esfrega os olhos, olha para o mundo à volta e diz: “Eu não me vou adaptar a isto”, está a haver uma evolução da consciência colectiva, uma ruptura dos elásticos de inércia que mantêm milhões de pessoas naquelas rotinas. E quando uma geração chega e diz: “Eu não sou daqui, eu não tenho nada a ver com isto, isto não é a minha linguagem, a minha civilização”, quando esta inadaptação acontece, está a haver um enriquecimento do material psicológico que compõe o centro.

A inadaptação dos Pioneiros consistiu em que, finalmente, surgiu um grupo, poucos, que começou por pôr em questão a noção de que a mente europeia continha uma fórmula planetária ideal. Blavatsky viajou pelo Tibete e outros locais e trouxe para cá mais pensamento.

A geração dos anos 60 trouxe consigo a incapacidade de acreditar no poder absoluto: militar, político, etc…

Os Star Seed, que hoje têm cerca de 30 anos, trazem a incapacidade de acreditar na 3ª dimensão, trazem dentro deles um motor de ampliação da consciência que busca ir para além do mundo dos sentidos e da resposta racional ao mundo dos sentidos. Eles trazem a certeza absoluta que existem dimensões superiores, eles são construídos com esta certeza.

Os Pioneiros foram construídos com a certeza de que há mais além da mente europeia. Os Hippies trouxeram a incapacidade de acreditar no poder absoluto. Os Star Seed são incapazes de pensar apenas em termos físicos, emocionais, mentais; estão abertos a ancorar a descida da força, a ancorar na vida, a vibração cósmica superior nas suas opções.

Os Índigo

Já os Índigo são incapazes de dissociar, isto é, de sentir ou pensar uma coisa e fazer outra. São incapazes de dissociar sentimento e acção. Cada geração destas é um rombo no envelope que mantém o estado das coisas. Cada geração, por ser incapaz de ser conivente com certas mentiras básicas tornou-se autora de um novo degrau na consciência colectiva.

Quando, na escola, nós dizíamos: “Professora, porque é que eu tenho de aprender a tabuada dos 9?”, a professora dizia: “Mais tarde vais perceber porquê; agora faz”. Ora, o que é que isto significava? O que estava a ser impresso na consciência destas crianças?

  1. que elas não têm de perceber porquê.
  2. que, ao existir uma figura de autoridade, ela deve obedecer, quer faça sentido para ela ou não.

Então, o que se passava connosco? Pensávamos: “Bom, a professora é uma figura de autoridade e sabe mais do que eu. Portanto, vou obedecer e fazer o que ela diz, embora não compreenda por que estou a fazer isto”. E fazíamos! É aqui que começam as pequenas dissociações: eu estou a fazer uma coisa que não compreendo; não estou inteiro naquilo que faço; cedi uma parte do meu poder, da minha integridade a uma figura de autoridade.

É óbvio que, para educar uma criança, muitos destes tráfegos acontecem, mas, com os Índigo, o caminho tem de ser muito mais profundo e sensível do que, simplesmente, dar uma ordem.

Estas novas crianças trazem a incapacidade de manter a personalidade desalinhada com a força que vem do interno. Elas trazem dentro delas o mandamento fortíssimo que é: “Não te deixes dividir em partes. Cura o planeta. Não adormeças”.

Recapitulando:

Os Pioneiros: traziam o mandamento de: “Faz explodir os limites do conhecimento tal como ele tem sido enunciado desde o Renascimento; Os Hippies: traziam com eles um sinal que dizia: “Curem o planeta. Criem uma visão. Gerem um ideal. Magnetizem-se nesse ideal”; Os Star Seed: trazem um selo que diz: “Vocês não são daqui, curem o planeta”; Os Índigo: trazem todos os outros selos e mais este: “Não se deixem quebrar em fracções. Não operem como entidades isoladas”.

Uma das principais chaves para lidar com estes seres é: significado/contexto. Eles precisam de sentir que todas as partes deles estão minimamente satisfeitas com a acção.

No princípio dos anos 80 uma clarividente bastante afinada começou a detectar um grupo de crianças que, para além do campo vibratório electromagnético comum, e além da linguagem luminosa que em torno do corpo, traziam um segundo elo, num certo plano, com um anel radiante em torno da cabeça, azul escuro eléctrico intenso. Este campo luminoso é bem conhecido do ocultismo clássico.

Estas crianças, começaram a ser detectadas dezenas em 83, 84, 85 e, de 86 para cá, têm-se detectado centenas e hoje detectam-se milhares.

A vida da alma é invariavelmente atraída para dois pontos: para o centro da cabeça onde se encontra a glândula pineal, e para o centro do tórax onde se encontra uma câmara de ancoragem da presença da alma (o ser psíquico). Quando a alma já está a pulsar através da pineal, gera-se um anel azul intenso em torno da cabeça. E, de repente, olha-se à volta e começa-se a ver centenas e logo milhares de crianças com esta aura específica, que indica uma elevada penetração da alma para dentro da consciência.

Nós estamos habituados a perceber a alma como uma fonte de inspiração, como o “grilo falante do Pinóquio”, como um companheiro invisível e muitas vezes esquecemo-nos de um aspecto da alma – o Poder. A alma não é apenas amor ou inteligência, ela também é Poder, isto é, um feixe de vontade dirigida numa direcção.

Estas crianças trazem instalada no seu corpo, vinda do plano da alma, uma voltagem muito mais alta do que as gerações anteriores. Aquilo que, para nós, eram momentos de inspiração, de activação, de electrificação, experiências de clímax, é o estado básico, pelo menos no sentido vital, destas crianças. Elas nascem super-animadas, saturadas de uma vibração anímica. De uma maneira geral, nós vemos a alma como uma fonte de inspiração, mas, para estas novas crianças, a alma é uma descarga de energia constante. Elas têm, por minuto, a energia que as gerações anteriores não tinham, eventualmente, em horas ou num dia. Elas estão a gerir uma voltagem de energia anormal, muito mais alta.

O contexto dos Índigo é o planeta em que nós estamos – um planeta que não está bem. E, não só não está bem, como não tem tempo. A nossa filigrana ecológica, a psicologia das nações, o radicalismo internacional não têm tempo. NÃO HÁ TEMPO. E, quando não há tempo, o Logos (a forma ordenadora por detrás da evolução da Terra) faz emergir uma geração que não lida com a ideia de “para amanhã”, que não dissocia. E, se não dissocia, as coisas são para acontecer AGORA.

Os Índigo trazem como impulso actuar JÁ. Eles são a geração de emergência. Eles trazem um detector de incoerência instantâneo. Isto significa que estas crianças percebem onde o adulto é incoerente com o que está a dizer.

Elas detectam imediatamente a incoerência. A autoridade, portanto, não funciona.

Não há tempo! A curva de entropia, de desagregação na qual a nossa civilização está a entrar é cada vez mais aguda. Nós, como raça, estamo-nos a tornar cada vez mais inaptos na solução dos nossos próprios problemas.

Isto não é novidade, basta ler o material da Unesco, o World Report, os contributos de grupos de cientistas que estão constantemente a alertar as entidades governamentais para uma série de factos. Isto significa que temos um problema de tempo para gerir, e os Índigo nascem com isso plasmado dentro deles.

O próprio planeta está sobre uma mola iniciática, está numa catapulta preparando-se para ser ejectado para uma nova dimensão da vida, para uma nova realidade, pelo que uma das formas que a Terra tem de dar o salto é respirar força divina pura. O planeta está-se a preparar para se tornar permeável a factores mais próximos do Divino.

Se nós percebermos o planeta como uma esponja de energia, ele tem sístoles e diástoles, respira, tem momentos de maior ocultação e outros de clímax, nos quais respira mais energia vinda do Universo. Existem zonas geográficas, indivíduos, grupos, ambientes, que são autênticos pulmões de energia superior. Quando a Terra respira satura-se de energia. Nós temos hoje, por metro quadrado, muito mais energia cósmica do que tínhamos antes.

Está-se a tornar comum, em termos de consciência colectiva, os diálogos sofrerem um misterioso desvio na direcção espiritual, inclusive à revelia do plano mental do indivíduo.

Ora, os Índigo trazem, activado neles, um sistema energético compatível com esta saturação de energia. Trazem um sistema de acumulação, de fixação e transporte de energia, diferente do nosso sistema comum, o que fez com que a Medicina os classificasse como portadores de desordem, de hiperactividade, atenção e concentração. Eles, porém, estão a processar dias em minutos, porque a Terra “já só tem minutos”. Eles são uma emanação espontânea da Mãe Terra como se a Mãe Terra dissesse: “As próximas centelhas de luz a encarnar têm de vir superiormente artilhadas com uma resposta energética”.

Nos Índigo, perante a mentira, dispara um alarme: “O planeta não tem tempo para essa mentira”. Eles são inflexíveis, pois chegam com a certeza absoluta de que, se eles adormecerem, é muito grave!

Os Star Seed estão em prova: têm de demonstrar se vão adormecer ou não. Todavia, grande parte da geração de 60 foi-se envolvendo em assuntos cada vez mais periféricos, mais fora da Visão, e grande parte foi reassimilada. Houve um sono que se foi instalando. Agora, porém, os Índigo, estes irmãos mais pequenos trazem um sinal fortíssimo de: “Cura o planeta, não adormeças!”

E, porque o foco da consciência deles está claramente no centro oculto da cabeça (pineal), eles trazem um íman mental que pede e atrai… Antes, nós, desligávamos a cabeça e as emoções.

O que é uma gueixa? É um ser que foi educado na sublime arte da dissociação – o que tu sentes não conta, o teu corpo vai por aqui, a tua mente vai por ali… O que é toda a prostituição, desde a física à intelectual? Pode-se comprar um crítico de arte, um editor dum jornal, pode-se pagar a uma pessoa para escrever coisas que ela não acredita… DISSOCIAÇÃO. E o que é ir trabalhar sabendo que aquilo não tem nada a ver connosco, senão aprofundar a nossa técnica de dissociação? A ideia por detrás da proposta da dissociação é que, procurar ser completo e inteiro naquilo que fazemos é um capricho, que a vida não é assim, e, com esta proposta, já vamos na destruição de 30 ou 40% da Amazónia.

Grande parte da nossa vida, de manhã à noite é dissociar, é aprender a sentir uma coisa, fazer outra, pensar outra. Existem 4 grupos de Índigo diferentes. Todavia, os mais potentes – os guerreiros – perante a contínua exposição da nossa incoerência e falsa autoridade, têm duas reacções: ou o isolamento ou a agressividade.

Os Índigo são MAIS tudo. São como um ser humano comprimido, e aquilo que é a vida de um ser humano durante uma semana, está comprimido numa hora, porque a dimensão tempo está-se a alterar porque a necessidade da nossa cultura é: Verdade.

As próximas pessoas significativas são curadores de sociedades. Nós formamos médicos, engenheiros, investigadores, políticos, advogados, mecânicos aos milhares e a nossa cultura está a afundar-se cada vez mais, o que significa que a nossa proposta educativa não está a criar o tipo de pessoa de que precisamos. Todavia, o tipo de pessoa de que precisamos é desconcertante, no sentido em que tem de ter uma penetração instantânea nas raízes psicológicas da alienação. A maior parte destas crianças tem Plutão em Sagitário e em Escorpião, o que significa que têm um “Raio X” que actua imediatamente na raiz dos problemas.

A criatividade delas é constante. Nós sabemos, pelo estudo dos chacras, o que acontece quando se bloqueia a criatividade: ela fica prisioneira, frusta, vai fermentando e transforma-se em energia agressiva ou destrutiva. Com estas crianças, porém, o problema é muito mais grave porque elas vieram criar uma nova civilização.

Assim como a Terra está a respirar uma voltagem maior do Cosmos, também estas novas crianças trazem um sistema energético preparado para ancorar essa nova voltagem. Elas têm uma energia vital dez vezes maior, o que significa que quase todo o espaço é pequeno para elas. Se as colocarmos numa sala como esta, daqui a pouco estão a correr daqui para ali, dali para aqui, daqui para ali… e tu dizes: “Bem, é uma criança, volto daqui a bocado, aí ele já se cansou”. E tu voltas daí a 20 minutos e ele continua daqui para ali, dali para aqui! Como elas não têm carência de energia vital, a atribuição de significados é muito rápida.

Então, os Índigo não vêem televisão: vão passando os canais uns atrás dos outros, porque a sua forma de assimilar informação é fulminante. Tu começas uma frase e ele já sabe o que é que tu queres dizer. Eles funcionam por download de informação; funcionam por uma fusão entre velocidade de assimilação e telepatia.

Índigo significa: consciência polarizada no centro da mente. A mente, progressivamente sintética, torna-se um reflector da realidade. Os Mestres Ascensionados chamam a isto “conhecimento directo”. Decorre muito pouco tempo entre um Índigo estar a apertar-te o pescoço ou a beijar-te, porque ele faz uma síntese da tua vibração numa velocidade muito mais alta do que as gerações anteriores.

Pode-se dizer: “Mas as crianças são assim, elas funcionam como transporte químico invisível; são instantâneas!” Se são, esta geração é ainda mais. Elas não nasceram para a Terra de 3ª dimensão, lenta, mental, dialéctica, progressiva, argumentativa, justificativa, carente, frágil, insegura, como é a nossa própria experiência quotidiana; elas trazem um sistema energético e uma consciência preparada para receber o impacto, a partir de 2008, daquilo a que podemos chamar “overload” (sobrecarga).

2008

A partir de 2008 a Terra entra em sobrecarga energética até 2012/15. Isto significa que “para cima todos os anjos ajudam”! Vamos ter hostes de consciência superior disparando, para o veículo colectivo, uma enorme saturação energética.

Significa isto que as pessoas ou estão alinhadas com o núcleo do seu próprio ser, com o centro da consciência – vivem já esta dignidade espontaneamente, em liberdade, focadas no centro da sua consciência, pelo que a sobrecarga traduz-se por uma activação de certos mecanismos ocultos que estão a despertar dentro de nós – ou, se não estamos alinhados com o centro da consciência, esta sobrecarga, ao não encontrar um pilar de luz, vai desviar-se para os corpos e vai funcionar nos chacras. Ora, os nossos chacras não foram feitos para receber esta energia.

Nós vamos ter radicalizações do comportamento. Por mais cuidado que os nossos Irmãos Maiores tenham em não produzir sobrecarga na Terra (de forma a não fracturar as placas da nossa cultura demasiado cedo), não podem adiar o inadiável.

Então, a partir de 2008, vamos ter, na rua, a vibração que até hoje tínhamos nos templos. Por outras palavras, essa convergência de força, de energia e de aspiração, de honra e dignidade ao Homem que o Templo propunha, vai passar a ser um facto da Av. de Roma, do Cais do Sodré2, etc…

A força constituinte da consciência/templo não pode continuar retida dentro dos templos. Esse facto, válido e legítimo, mas que teve o seu tempo, tem de romper o limite dos templos. A força limite da consciência templar tem de se espalhar pela matriz que todos estamos a criar. Pela coerência, pelo amor à integridade, pela aspiração à união das partes do nosso ser, há que trazer isto para o centro e cultivar esta unidade dentro de nós. Isto é algo que os Índigo não precisam de fazer… a menos que os droguemos com sedativos até começarem a aprender a dissociar – isso que a medicina, no fundo, está a fazer, sem saber.

Hoje, na Austrália, uma em cada 36 crianças é considerada com problemas de hiperactividade, de atenção e concentração.

Esta necessidade de amar a união de todos os níveis do nosso ser, esta sede de ser uno é o único caminho para o indivíduo estar alinhado com a descida da Força nos próximos anos, porque se ele é feito de fragmentos, vai receber o impacto da força em regiões onde não fez o trabalho.

Este é o momento de seres aquilo que tu, desde criança, sabes que é possível; é o momento de começares a desmontar a convenção de que fomos criados para não nos conhecermos a nós mesmos, para nos adaptarmos. Grande parte dos “jogos de cintura” que conformam a vida quotidiana de toda a gente, alimentam-se do nosso medo, alimentam-se da nossa eterna pergunta: “O que é que acontece se eu for UM, se eu amar a integridade e a fusão das partes do meu ser numa mesma Luz, ao ponto de revelar a Quinta Essência? O que é que acontecerá?” Então, o medo instala-se e a pessoa não dá o passo.

Ora, o que se passa com os Índigos é que eles não têm esse tipo de medo. Eles são mais rápidos, mais autoconfiantes, têm uma espécie de sensação de realeza dentro deles, têm a impressão de que merecem estar aqui. São mais inteligentes, confrontativos, mais ousados, intensos, sensíveis e violentos. São mais violentos porque a carga que passa através do filtro do “não estarem a perceber” é mais forte do que nas gerações anteriores.

Eles trazem um enorme “compacto” de todas as qualidades humanas, aceleradas, amalgamadas, compactadas. São como uma pilha de energia.

Assim sendo, o que é que acontece se não conseguirmos encaixar este ser na educação que criámos, na alimentação, nos média, na arquitectura que criámos? Acontece que não se deu a transformação necessária para que esta civilização pudesse receber a “sobrecarga” e iluminar-se.

Quando se der a fase de sobrecarga energética na Terra, tudo o que for flexível, articulado, amplo, transparente, ascendente, muda de frequência; mas, tudo o que for inflexível, rígido, absoluto, dogmático, não interactivo, irá fraccionar-se devido à natureza desta carga que vem para erguer a civilização para um novo estado.

Quando perguntaram a um Índigo (com 5 ou 6 anos de idade) se ele achava que tinha uma desordem de deficiência de atenção (não conseguem estar a fazer a mesma coisa durante suficiente tempo para a acabar ou para a desenvolver como nós gostaríamos; passam de uma actividade para outra muito rapidamente), ele disse: “Sim, tenho deficiência de atenção dos meus pais e isso produz uma desordem”. É neste nível que eles são capazes de responder.

O que está a chegar aí são seres humanos que não vêm para alimentar a inércia em que a nossa cultura caiu: uma cultura obcecada com a comunicação instantânea seja qual for a distância, mas que, no entanto, não sabe comunicar; que está a desenvolver o meio mas não tem conteúdo. Então, estas crianças vêm para pôr estas coisas todas em questão. Elas são muito mais aceleradas, intensas e sensíveis.

Um Índigo ouve o ruído da lâmpada de néon e pergunta: “Porque é que a lâmpada faz barulho?”. E tu respondes: “Porque foi construída assim.” “Então, porque é que usas lâmpadas que fazem barulho, em casa?” “Porque quase todas as casas têm estas lâmpadas na cozinha.” “Porque é que a tua casa é como quase todas as casas?” “Porque ainda não pensei o que é a cozinha.” “Então, porque é que não pensas?” “Porque agora não tenho tempo para pensar nisso.” “E quando é que vais ter tempo?” “Talvez para o mês que vem.” No mês seguinte, ele volta e pergunta: “Então, já pensaste na nova cozinha? O que é fascinante é que eles não perdem uma frase!

Existem cinco palavras para compreender os Índigo: uma é Propósito. Os Índigo funcionam por coesão e precisam de sentir o propósito. 70 a 80% das crianças que nascem são Índigo. Têm todas as características das crianças comuns mais as características apontadas. Os Índigo não gostam de fazer coisas que não compreendem, pois sentem que uma parte deles não foi dignificada. Estão muito conscientes que vieram para um planeta que precisa de ajuda e que há algo dentro deles que não pode ser posto de parte.

Outra palavra é Contexto. Um Índigo não gosta de se focalizar apenas numa pequena parte do que está a acontecer, mas de sentir uma série de factores à sua volta. Os sentidos dele são hiperactivos. A intensidade da cor, em termos neurológicos, é mais intensa. O som, os cheiros, os sabores, as variações eléctricas, as diferenças de luz e contraste nos monitores de televisão, as alternâncias, tudo isto é muito intenso para eles.

São crianças habitadas, já, por uma alma activa, são o princípio da encarnação da alma colectiva.

Além do Propósito e do Contexto, temos:

Informação sintética: Se falares com um Índigo, concentradamente, vais precisar de dizer muito pouco. Velocidade: Eles são mais rápidos em tudo, até a fazer asneiras. Compacto: Eles têm tudo compactado. No fundo da autoconsciência destas crianças, eles sabem que são adultos adiados, são adultos cujo corpo ainda não exprime isso. Então, têm uma reacção de adulto ao nosso tratamento, apesar do corpo ser infantil.

Antigamente havia crianças precoces, hoje são todas precoces, já estão conscientes de que são adultos. É claro que isto traz todo um conjunto de problemas! Elas precisam de ser tratadas como crianças no plano emocional. Quando pedem um abraço, o adulto deve estar completamente disponível para dar um abraço. No entanto, em termos de percepção mental, elas não gostam de ser tratadas como crianças. Elas elaboram profundamente o que está a acontecer à sua volta, intensamente.

Se eu disser “Porque não!” a um Índigo – que é uma frase muito comum na educação de crianças – ele fica a olhar para mim como se eu fosse o maior idiota deste mundo, porque, para ele, “porque não” não tem conteúdo.

E se disseres: “Porque eu disse!”, piorou! Os Índigo alimentam-se de sentido, e apaziguam o sistema nervoso através de sentido.

Se precisares de aquietar uma criança em estado hipernervoso e agressivo – e há 70% de probabilidades de se tratar de um Índigo – além de outros factores precisas de actuar com sentido. Ele precisa de ter uma explicação articulada, lenta, amorosa e cuidadosa do porquê. O porquê trás paz a um Índigo, porque os Índigos ficam desequilibrados quando têm de aprender a mentir a eles mesmos.

É muito difícil criar um “hábito” a um Índigo porque eles são, finalmente, a geração, a emanação da Mãe Terra que veio para não obedecer.

Agora, a desobediência de um Índigo é toda significativa. É uma desobediência criativa, muito diferente da rebeldia, do egoísmo. Como, afinal, são crianças, os Índigos têm as outras “desobediências” todas: a da rebeldia, a do egoísmo, a da indiferença… mas, muitas vezes, o que ele tem é a desobediência típica de um Índigo. Isto significa que um educador tem de saber distinguir muito bem entre: “Isto é a desobediência tridimensional, terrestre, banal, portanto, levas uma ripada nas orelhas”, e: “Espera. Ele precisa de mais informação para obedecer.”

A tragédia é que as famílias, hoje, mal têm tempo para uma criança dos anos 30, quanto mais para uma criança de 2002!

Com os Índigo se não emerge a luz, emerge uma enorme agressividade ou um profundo isolamento. Agressividade e isolamento. Os Índigo reagem ao facto de não estarem a ser compreendidos de duas maneiras: agressividade e isolamento.

A agressividade de um Índigo pode chegar a extremos, tal como se vê em certos crimes cometidos por crianças, actualmente.

Não se trata só da influência dos órgãos de informação ou de forças negativas no plano astral. Há uma equação mais complexa porque, antigamente, também havia órgãos de informação e forças no plano astral, mas era muito raro uma criança cometer um homicídio. Essas crianças e alguns teanagers que cometem homicídios foram levadas a ultrapassar o limite em que permitiam uma certa dissociação.

Se um Índigo está zangado ele faz uma zanga; se um Índigo está amando, pode encher uma sala de amor. É isto que significa mais concentrado, mais intenso, mais acelerado. Enquanto que os nossos irmãos Hippies vieram para deixarmos de acreditar no poder absoluto e os Star Seed para deixarmos de acreditar numa dimensão única, os Índigo vieram ensinar a Humanidade que o estado em que o planeta se encontra se deve ao facto de termos desenvolvido a dissociação tão profundamente.

Então, eles têm como que uma tensão constante entre os três veículos da personalidade. O físico, o emocional e o mental não têm a capacidade de se afastarem uns dos outros tão profundamente como em nós; tudo aquilo está dentro dum campo que tende para a coerência.

Assim, nós temos um problema, porque uma das fases de amadurecimento da personalidade é, justamente, a capacidade de dissociar, de pensar uma coisa e, bom…, de vez em quando apetecer mandar alguém pela janela fora!

Não é muito saudável, mas a nossa mente não tem um controle absoluto no sentido de evitar a criação dessas imagens. O que se passa é que, para nós, tudo isso é virtual, mas, para um Índigo, a gestão disto é muito mais difícil.

Se conseguirmos criar um veio de sinceridade com estas crianças e lhes transmitirmos, à escala global, que a natureza deles veio ajudar a Terra, no sentido de dizer: “Olha, tu trazes uma potência, intensidade, aceleração e sensibilidade que podem ser muito positivos”, se isto for dito de adulto quase para adulto, a tendência para a agressividade começa a desaparecer neles, porque a energia criadora começa a encontrar canais de expressão criativos.

Um ponto básico na relação com um Índigo é: convém falar olhando nos olhos ou com um tom de voz que eles percebem que são respeitados. O olhar ou o tom de voz têm de comunicar que eu não estou a fazer de “adulto” e, automaticamente, a obrigá-lo a fazer de “criança”. Eu tenho de ter consciência de que há uma certa ambivalência mas que também há algo muito sério dentro dele que está a ser dignificado.

Como os Índigo trazem uma forte consciência de si mesmos e de que vieram fazer algo – Propósito – podem parecer erráticos à superfície, mas há um sentido profundo nas suas explorações. Eles não se sentem bem quando são tratados meramente como seres incompletos. Pode-se dizer: “Bom, mas a pedagogia infantil já passou essa fase há muito tempo!” É ainda mais fundo!

O nosso problema como adultos é ajudar um Índigo a sentir a alma – isso que, nele, está à flor da pele. Fornecer instrumentos que permitam àquele ser sentir que é um enviado de uma outra realidade, que está a usar este corpo, e que a força, a intensidade, a aceleração, tudo aquilo que ele sente, vem dessa alma, desse plano mais alto. Importa começar a combinar a consciência dele com a consciência da alma que já está ali bem presente.

Uma forma de trabalhar a questão da competição nestas crianças, quando elas são muito competitivas – e algumas delas podem ser – é explicar-lhes que a competição só vai ser “ganhar” ou “perder” aqui, nesta dimensão. Explicar-lhe que ele é mais, que é outras coisas, que, na dimensão da alma, ele não pode perder nem ganhar, que o facto estar vivo e o acto de participar já é ganhar.

Um Índigo traz, dentro de si, a solução para a transição planetária. Eles são essa transição, eles vêm para ser unos. Ser uno significa que o físico, o emocional e a mente podem exprimir a alma, e um Índigo sofre profundamente quando é obrigado a ceder um dos seus corpos para algo que, para ele, não tem sentido. Ser uno é ser integral entre a alma e o físico. Isto é um ser extremamente poderoso, tão poderoso que, neste momento, os Índigo já estão a dar conferências (em Março de 2003 no Hawai, conferência só com crianças psíquicas, os adultos quase não falam).

Isto não é uma sobrevalorização das crianças ao ponto de as estragar, porque se fazemos isto pelo lado errado, estragamo-las. Não se trata de sobrevalorizá-las ao ponto de elas inverterem os papéis, porque um Índigo não procura inverter os papéis, ele fica de igual para igual, pois sabe que tu és um adulto, sabe qual é o teu papel, que tem muito a aprender contigo. Mas, de igual para igual, ele tem muita dificuldade em se tornar conivente com jogos de poder, porque, enquanto outras crianças ficam amedrontadas, o Índigo fica ofendido com jogos de poder.

Existe um livro – “Crianças de hemisfério cerebral direito num mundo de hemisfério cerebral esquerdo” – que descreve o problema de crianças que são, por exemplo, canhotas, o sofrimento que representa serem seres do hemisfério cerebral direito e terem de se encaixar num mundo de hemisfério cerebral esquerdo.

Esse sofrimento é muito comum nos Índigo. Os Índigo trazem os dois hemisférios equilibrados. Por isso é que a nossa educação não vai funcionar com eles, porque a nossa educação parte do pressuposto de que a criança, apesar de ter toda uma estrutura de aprendizagem potencial já inata, genética, é como uma folha em branco onde nós vamos escrever coisas. Isto, porém, só vai estimular as funções cerebrais esquerdas dele. Os Índigo recusam-se a participar em situações tão rituais, tão passivas nas quais a criatividade deles não é para ali chamada.

A capacidade de fixar a informação pelas imagens é muito grande, o que indica hemisférios cerebrais muito equilibrados. Isto significa que a vida da alma se aproxima profundamente da vida da personalidade.

O novo planeta contém um clima psíquico colectivo de intensa alegria, que é a base da experiência da vida para a Nova Terra. Essa intensa alegria é combinada com outras qualidades do ser, provocando um equilíbrio entre intensa alegria e exploração, penetração no desconhecido.

Um ser da Nova Terra tem consciência desta sala, da cor e tonalidade dos óvulos na cabeça de todos nós, pode projectar pensamentos para dentro desses óvulos coloridos da tua mente superior.

O grau de combustão entre a Mãe Ascendente e o Pai Fogo é muito mais alto. O potencial do Divino a descer sobre um planeta é imenso! A Terra vai entrar na 4ª com aspectos da 5ª dimensão. Isto é uma ave de fogo que desce sobre nós, mas é, também, uma comutação na medula oblongata dilatando e refinando os feixes nervosos fazendo com que muito mais energia dos centros superiores passe ao longo da coluna vertebral. É o Fogo Divino acendendo-se na cera da manifestação universal no teu corpo, nos teus sentimentos, no teu mental.

Os Índigo são a antecipação, vêm demonstrar essa antecipação. E, de repente, tu vais levar um ser (que é simplesmente um casamento entre o Pai e a Mãe, num grau mais alto) ao médico e dizes: “O meu filho não pára quieto e não se consegue concentrar em nada”. E o que é que tu vais fazer se ele olha para uma escola e percebe: “Central de produção de peças para encaixar num sistema de rentabilização. Mas eu não vim cá para encaixar!

Assim sendo, o que é que vamos fazer? As propostas de Carl Rogers ou de Agostinho da Silva é que as escolas devem transformar-se num buffet de educação e que temos de aprender a confiar nos mecanismos autónomos do despertar da curiosidade na criança.

A nossa técnica tem sido dizer: “Continua assim e vais ver onde vais parar!” ou “Sim, sim, a vida não é o que tu julgas!” Isto mata o brilho! É como se disséssemos a uma criança: “Brinca agora porque, quando cresceres, é o fim, é a morte do brilho, é a morte do mistério”.

Como é que vamos convencer uma criança a crescer nestas condições? Claro que a criança não quer crescer! Estas coisas vão criando incomunicações dentro da criança.  Assim, o que Agostinho da Silva e Carl Rogers propuseram era muito claro. Na escola não tem de se respirar educação, as matérias têm de estar disponíveis e a função do professor é estimular na criança a derrapagem que o leva a amar o conhecimento. E, se ela amar o conhecimento, o seu próprio Eu Superior, pela sua lógica inerente, pelo seu projecto oculto, adere ao processo. Ou seja, a nova pedagogia implica que nós aceitamos o facto de que as crianças trazem, cada uma, um projecto oculto, uma vez que o Eu Superior não encarna sem um dom, uma qualidade.

Quem selecciona as almas para descer a esta dimensão, quem gera os protocolos de acesso e os vórtices magnéticos para dentro do útero da mãe, quem trabalha com essas comportas é a mesma Inteligência que coordena a evolução da Terra como um todo.

As almas não vêm para o mundo de roldão, como um acidente, vêm coordenadamente segundo um plano. Cada geração foi uma alavanca para abrir uma porta da prisão em que nos encontramos.

A Entidade de fundo ordenadora da evolução do planeta colhe, do mundo das almas, as que têm os dons necessários para fazer o planeta prosseguir na sua evolução. Uma geração contém, em nível da alma, tudo o que é necessário para iluminar um sector assim como o degrau que lhe compete iluminar naquela fase do crescimento da Terra. Cada ser traz um dom, e o que vai expandir a consciência terrestre é esse dom, não as habilidades adquiridas. O ser humano não é uma massa para trabalhar. Apenas uma camada muito superficial dele é uma massa que pode adquirir habilidades, qualidades num sentido cívico, moral, ético, etc., porque, no fundo, à nascença, cada ser trás o dom que valida a sua presença aqui. E: Ao exprimires o dom, tu curas; se te ficas pelas habilidades, fazes apenas a manutenção da situação.

E se, das habilidades, desceres para o plano da esperteza e da sobrevivência, estás a confirmar a doença terrestre.

Quem é que chegou à escola e teve um educador que olhou para ele e disse: “Olha um dom!? Vamos abrir a prenda e descobrir qual é.” Quem encontrou uma postura toda receptiva, que constrói uma atmosfera de segurança e autoconfiança na qual o dom possa começar a vir ao de cima? Qual de nós teve essa oportunidade?

Basicamente o que havia era uma professora e uma régua. Não é possível dar reguadas aos Índigo, porque, quando uma criança entra em depressão, temos um tipo de curva; quando um Índigo entra em depressão é outra curva. Eles funcionam por picos, e nós temos de ter a inteligência emocional de acolher um ser destes como um dom que chegou.

Para expandir a sua criatividade, um Índigo precisa de um ambiente nutridor emocionalmente, que seja ao mesmo tempo um processo de ajudar a criança a dar à luz o seu dom. O que os pedagogos como Agostinho da Silva, Carl Rogers e alguns outros, no México e na Suécia, vieram dizer foi qualquer coisa como: “Bom, podem continuar a brincar à educação durante uns tempos, mas preparem-se porque daqui a 20 ou 30 anos as crianças não vão conseguir encaixar isso”.

A nossa neurose no plano da educação tem a mesma base neurótica dos processos judaico-cristãos: como o homem nasce essencialmente por dor, nós temos de nos corrigir, e a escola é a primeira correcção. Há uma expectativa do “pior” que pode vir, não do “melhor”. Há a sensação de que o ser que chegou à família pode emitir algo mau, e como os Índigo são esponjas telepáticas, apanham rapidamente o que estás a sentir. O convite é para nos aproximarmos destas crianças com postura de disciplina, na qual ele aprende que é respeitado, mas os pais também têm de ser respeitados. Há, portanto, limites que têm de ser estabelecidos. Mas convém, ficar absolutamente claro que há um dom oculto naquele ser e que os pais estão ali para confirmar, co-explorar e desenvolver esse dom, e que, à partida, não têm nenhuma ideia do que é que aquele filho tem de ser ou não ser. Têm, apenas, a postura de facilitar a emergência desse dom. Os Índigos são dons!

Muitas vezes, subtilmente, existem fortíssimas chantagens emocionais nas famílias sobre o que é que a criança tem de vir a ser, o que fortalece a carapaça exterior da criança e faz com que o dom vá ficando cada vez mais oculto. Estes irmãos que estão a chegar, trazem o dom de curar a nossa sociedade e de curar o planeta, e cada um traz uma parte do plano da Mãe Terra para a transformação da situação terrestre.

Os nossos filhos trazem um dom, um dom oriundo do mundo das almas. O mundo das almas é parte da vida espiritual da Terra que, por sua vez, é parte da vida do Logos que rege a evolução do nosso planeta. Então, o dom do teu filho está em directa ligação com o vórtice que é o Logos terrestre. Como é uma geração que veio para produzir uma transformação, cada um deles é literalmente uma parte da estratégia da Hierarquia espiritual.

Sabe-se que por volta dos 25, 28 anos, os Índigo terão a revelação clara da sua missão. Esse dom é surpreendente. Um Índigo tende a transformar-se num psicólogo de esquina. Ele vem para casa, não a falar do futebol lá em baixo, no parque, mas de que ficou triste, porque o Hugo não marcou nenhum golo. Está aqui a diferença. Eles são tão intensos que apanham, comentam, estão conscientes dos envelopes emocionais/afectivos das situações.

“Tu sabes, mãe, como o Hugo ficou triste por não ter marcado nenhum golo, eu estava a pensar trazê-lo amanhã cá a casa para brincarmos juntos.” É um psicólogo de esquina! Ah! São os amigos do João que estão lá no quartinho?… Não! São os clientes do João, e ele está a fazer uma sessão de terapia em grupo!

Outro ponto em que se vê a profunda criatividade destas novas crianças, é que eles podem ter uma má nota a Desenho, na escola, porque lhes foi exigido uma coisa muito específica. Todavia, espontaneamente, compram missangas e fazem um colar, e tu observas que a forma como as cores estão combinadas é extremamente harmoniosa. A sensibilidade dele não se manifestou quando estava a ser forçado (porque, por base, não se “força” um Índigo, “convida-se”), mas quando estava a ser espontâneo, verifica-se que algo bate certo.

Da mesma forma, ele pode estar completamente desatento na aula, mas quando tu reparas nos níveis de performance que conseguiu atingir nos jogos de computador, ao guiar um helicóptero dos USA disparando mísseis contra os coitados dos Árabes, na quantidade de árabes que ele matou na última semana… tu dizes: “Espera, ele pode não estar atento nas aulas, mas tem uma capacidade de coordenação olho/mão e de percepção de distância, de acção, muito sofisticada, que eu não tens. Bom, então, está a nascer um novo tipo de inteligência.”

Conferência ‘Crianças Índigo’ – Parte II

Transcrição de Alice Jorge

Revisão de Vitorino de Sousa (Outubro 2003)

 

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