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O Positivismo Não é Tóxico

Não concordo com textos redutores e negativistas que pretendem atacar terapias de coaching e de auto ajuda gratuitamente… chamando-lhe “positivismo tóxico”…

Eu própria sou doutorada em psicóloga educacional e fiz vários cursos em psicologia positiva e transpessoal e também coaching e escrevi livros (que devido à minha formação colocaram nas livrarias em prateleiras de psicologia, mas a meu ver, e com muito orgulho, acho que são de auto ajuda) e na Casa Índigo sempre ajudámos muita gente até hoje e acreditamos que isso é importante…mas realmente aqui, neste país, ainda há muito preconceito e ignorância…infelizmente!

Noutros países é comum os psicólogos clínicos e até médicos fazerem coaching e palestras de auto ajuda…o que acontece é que por cá, parece que  os psicólogos clínicos, assim como alguns profissionais de saúde têm receio que as terapias naturais lhes tirem clientela, daí o ataque que fazem… comportando-se como verdadeiros vampiros energéticos, que parecem gostar de viver à custa do sofrimento humano, do medo, da angustia, porque enquanto alimentarem esse tipo de coisas vão mantendo o cliente preso, esgravatando na sua própria dor e mantendo-o a olhar para o seu próprio umbigo… indefinidamente…

É certo que vivemos no planeta da dualidade: dia-noite; frio-quente; homem-mulher… e assim como existe a alegria existe a tristeza, a felicidade e a dor… e a vida é a plena aceitação desta dualidade… Mas não é o focar-se só na dor, no sofrimento, querendo compreender o incompreensível…procurando aí respostas, culpas, acusações, raivas… isso é lamber as próprias feridas compulsivamente…

É bom saber e compreender que não é necessário prendermo-nos demasiado tempo em facetas negativas da vida, em negativismos estéreis, muitas vezes provenientes do nosso ego, da nossa fraca auto estima e fraca autoconfiança e na nossa fraca capacidade de ultrapassar dificuldades…

Analisar? Sim! Perceber? Sim!

Mas nunca se fixar aí… nunca esgravatar em feridas antigas, ao ponto de alimentar o sofrimento… a dor, o medo, a raiva… elas existem para aprendermos com tudo isso e ultrapassarmos…percebendo que não somos o centro do mundo e não nos prendermos com pena de nós próprios…e é aí que as pessoas precisam de ajuda pra saber encontrar o caminho da libertação!

A Psicologia Positiva é uma abordagem que estuda principalmente as forças e virtudes do ser humano. Aborda o funcionamento positivo da personalidade e estuda os aspetos saudáveis da vida.

Nessa abordagem existe uma mudança de perspetiva, ao invés de focar nos problemas, os profissionais focam inicialmente nas forças e virtudes do paciente, ajudando-o a ganhar condições de enfrentar e superar as suas dificuldades de forma autónoma e responsável.

Autonomia é o que se pretende das pessoas… não escravidão permanente de negativismos…

Para terminar é necessário perceber a incoerência observada na antítese da afirmação “positivismo tóxico”, se é positivo não pode ser tóxico.

A positividade não será sempre bem vinda, sobretudo num mundo onde predomina uma lógica de negatividade doentia?

Sejam felizes e positivos e terão necessariamente mais saúde e bem estar!

Tereza Guerra

12 comentários em “O Positivismo Não é Tóxico”

  1. “Autonomia é o que se pretende das pessoas… não escravidão permanente de negativismos…
    Para terminar é necessário perceber a incoerência observada na antítese da afirmação “positivismo tóxico”, se é positivo não pode ser tóxico.
    A positividade não será sempre bem vinda, sobretudo num mundo onde predomina uma lógica de negatividade doentia?
    Sejam felizes e positivos e terão necessariamente mais saúde e bem estar!”
    (Tereza Guerra)

    Tomei a liberdade de colar aqui as últimas frases chave sobre o texto, pois ser positivo não é ser tóxico. Ser tóxico é levar uma vida negativa, desrespeitando o outro ou querendo tomar partido da situação evitando ajudar quem necessita… Ser tóxico é ser vampiro energético…

    Obrigado, Tereza Guerra

  2. Na minha opinião, o sucesso de qualquer terapia prende-se com dois factores, a crença do terapeuta na eficácia do seu modelo terapêutico, independentemente de qual for, e a crença e a motivação do cliente de que pode melhorar. No mundo em que vivemos, o cliente tem o direito de escolha, partindo de um leque muito variado de soluções, que o ajudarão a clarificar o modelo e o professional da relação de ajuda com o qual melhor se identifica e que melhor o poderá ajudar. Sem este livre-arbitrio, não seria possível a sua evolução.

  3. O positivismo não é tóxico, a mente de muitas pessoas sim. Da mesma forma que existe o bem, existe o mal, assim como, existem pessoas querendo ajudar e outras aproveitar de situações em que pessoas estão em momentos desfavoráveis, triste, angustiados e em sofrimento. Não se deve julga, apontar dedos e querer sempre achar que alguém ou algo é o culpado das coisas ruins que se está passando, mas sim, voltar o olhar para dentro de si e se auto analisar, refletir sobre as próprias atitudes, pensamentos e forma que olha e conduz a própria vida. O maior defeito do ser humano é que , tem preguiça de pensar, refletir interpretar as coisas, pois é mais fácil apontar dedos, criticar, julgar e simplesmente falar que o problema são os outros. Será mesmo que o problema está no outro? E se olhasse um pouquinho mais para dentro de si e aprendesse a se observar?

  4. Não. Há o positivismo que a unica coisa que faz é mandar areia para a cara das pessoas, é como alguem que se queixa e vai ao medico e o medico, sabendo que está doente, lhes diz que ela está saudavel. A pessoa nunca se curará e a vida será uma desilusao atras de outra porque ela comprou a ilusao de um determinado tipo de positivismo.

    Ha positivismo bom e mau, o bom nao se desprende da verdade e o mau esconde a verdade, por exemplo muitos abusadores servem-se do positivismo mau para muitas finalidades.

    Se quem esta nessas situaçoes ouve que o positivismo não é toxico entao provavelmente nunca acordara para a vida e nunca vai achar que a vida miseravel que tem é algo anormal conformando-se com todo o mal que recebe.

    Para mim positivismo toxico não é incoerencia nenhuma.

    • A verdade é que poderá haver pessoas que se aproveitam do “positivismo” para enganar e falsear a verdade em vez de clarificar e orientar corretamente… em todas as profissões há bom e mau… não é o positivismo que tem culpa disso, mas quem o usa indevidamente… O sol também ilumina e aquece, é luz e vida, mas há quem o use indevidamente e se queime… a culpa é do sol?

      Os alimentos são importantes para nos nutrirmos e ficarmos saudáveis, mas há quem coma mal e/ou demasiado e adoeça… a culpa é dos alimentos?

      Os caminhos da evolução levam-nos a experienciar e enfrentar pessoas e situações tóxicas, é verdade! Mas certamente alguma coisa temos a aprender com isso, já que tudo o que vivemos enquanto estamos neste planeta é pura aprendizagem…e é para nossa evolução.

  5. Vivemos em um momento aonde é preciso ter clareza e visão de futuro e nem sempre uma pessoa com um diploma na mão pode trazer isso. Em todas as áreas existem bons e menos bons profissionais atuando. Os bons, geralmente, tem seus clientes fiéis e os menos bons ficam com inveja, raiva e podem querer gerar comentários negativos.

    Eu acredito que uma boa e esclarecedora conversa pode vir de um profissional ou de um leigo e trazer grande conforto e bem-estar. Já me atendi com profissionais que não foram competentes o suficiente e tive boas respostas em terapias não convencionais.

    No vosso texto explica sobre saber respeitar a dor e ter cuidado com o positivismo. Então o que fazer? Não devo ouvir a pessoa que fala no Instagram? E por outro lado, as pessoas são tão estúpidas que não sabem reconhecer em uma retórica o que lhe serve ou lhe engana?

    No vosso texto explica sobre saber respeitar a dor e ter cuidado com o positivismo como se as pessoas não soubessem sentir o que lhes pode fazer bem. Como se fossem perdidas, entregues a pessoas mal intencionadas, como crianças. E não conseguissem perceber as armadilhas, como se não as houvesse, em todas as áreas da nossa vida.

    Fico imaginando a intenção positiva dos autores e o que poderiam ter pensado e não escrito e talvez me lembre da quantidade absurda de pessoas medicadas sem necessidade e outros excessos que se fazem presentes. Por outro lado, no tamanho do medo de se perder o controle, sobre o que se quer controlar a ferro e fogo.

    É bem verdade que desde a última crise aumentaram a quantidade de pessoas que começaram a fazer atendimentos e isso preocupa, quem quer se preocupar, limitar, controlar e etc. Penso que os textos devem ser informativos e deixar o leitor a vontade a pensar e gerar a sua própria interpretação, o que não me pareceu nesse caso.

    Penso que temos que entrar em uma nova era de informação, sem fake news, abordagens apelativas, tendenciosas, enfim acreditar que dentro do ser humano existem respostas e ele pode ler e procurar ajuda. E lendo vai saber a diferença de um psicólogo, psiquiatra, psicanalista, mentor, coach, terapeuta e etc. E saberá escolher o que é melhor para cada momento.

    Sei o que é psicologia positiva e poderia ter sido melhor explicada no vosso texto e entendo a diferença de positivismo. Acho que temos que manter a informação aliada a esperança e não ao medo.

    Lembrando que nossos primeiros acompanhantes eram pais e avós, que com muita sabedoria, uma conversa sincera e ouvido atento já nos libertaram de muitos medos e mágoas. E nem sempre tinham diplomas na parede.

    Grato por aceitarem a minha partilha.

    Um abraço, Pablo Vallés.

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