A verdadeira razão pela qual o trigo é tóxico

A verdadeira razão pela qual o trigo é tóxico

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As histórias tornaram-se demasiado frequentes para as ignorar.

Os e-mails de gentes com questões alérgicas ou digestivas ao trigo nos Estados Unidos não experimentaram nenhum sintoma em absoluto quando tentaram comer a massa em férias na Itália.

Há e-mails, de pessoas com problemas digestivos ou alérgicos ao trigo nos Estados Unidos, que se encontravam de férias em Itália,  experimentaram comeram massas de trigo sem sofrerem qualquer tipo de sintomas.

Há pais confusos que admirados, perguntam porque é que o consumo de trigo às vezes provoca reações autoimunes nas suas crianças, mas nem sempre.

Na minha própria casa, eu ponderei durante muito tempo porque meu marido pode comer trigo preparado em casa, mas nem um único rolo de trigo pode comer num restaurante, pois causa-lhe efeitos digestivos negativos.

Claramente, algo está acontecendo com o trigo que não é do domínio do grande público, em geral. Vai muito além do orgânico versus não-orgânico, sem glúten ou hibridação, porque, para alguns que comem  trigo noutras partes do mundo, nem mesmo o trigo convencional provoca nenhum sintoma.

O que está de facto a acontecer com o trigo

Há já algum tempo, eu, secretamente,  tinha a noção do trigo nos Estados Unidos deve, na verdade, ser geneticamente modificado. O Trigo OGM que secretamente invade o fornecimento de alimentos norte-americano, parecia a única coisa que fazia sentido e poderia ser responsável pelas variadas experiências sobre as quais ouvia.

Raciocinei que não podia ser do glúten ou do trigo hibrido. O glúten e os híbridos de trigo consumiram-se durante milhares de anos. Somente, não faz sentido, que isto possa ser a razão de tantas pessoas que repentinamente têm problemas com trigo e glúten em geral, durante os últimos 5-10 anos.

Finalmente, a resposta veio à  uns meses atrás, durante um jantar com um amigo que era versado no processo de produção de trigo. Eu comecei a pesquisar a questão por mim e, francamente, fiquei horrorizada com o que descobri.

A boa notícia é que a razão o trigo ter ficado tão tóxico nos Estados Unidos não deve ao ser  secretamente  modificado (OGM) como temia (Graças a Deus!).

A má noticia, é que o problema está na forma como os agricultores convencionais colhem o trigo.

Vai ter que se sentar, para isto. Antes, quando passei esta informação, tive algumas pessoas que desataram a chorar horrorizadas.

O protocolo de colheita de trigo nos Estados Unidos deve banhar os campos de trigo com Roundup (herbicida), vários dias antes das ceifeiras debulhadoras  começarem a trabalhar pelos campos, tal como nas secas, as plantas de trigo mortas são menos desgastantes para o equipamento agrário e permite que a colheita seja feita mais cedo, mais fácil e maior.

Aplicação de herbicida Roundup ou outros herbicidas que contêm glifosato, o ingrediente activo mortal, para o trigo e a cevada, como um dessecante antes da colheita, foi sugerido em 1980.  Desde então, tornou-se rotina nos últimos 15 anos e é usado como um agente de secagem, 7-10 dias antes da colheita na comunidade de agricultura convencional.

Pesticidas aplicados ao trigo por superficieDe acordo com o Dr. Stephanie Seneff do MIT que estudou a questão em profundidade e quem vi, recentemente, numa conferência nutricional sobre o assunto em Indianápolis, a dessecação das culturas de trigo não-orgânicas com glifosato imediatamente antes de colheita entrou em voga no final de década de 1990, tendo como  resultado que a maioria dos trigo não-orgânicos nos Estados Unidos está, agora, contaminada com ele.

Seneff explica que ao expor o trigo perante tóxicos químicos, como o glifosato, na verdade liberta mais sementes, resultando daí um rendimento ligeiramente maior:

“Ele é ‘semeado tal como morre’. No seu último suspiro, ele liberta a semente”, diz o Dr. Seneff.

De acordo com o departamento de agricultura, a partir de 2012,  99% de trigo duro, 97% de trigo de primavera e 61% de trigo de inverno têm sido tratados com herbicidas. Isto representa um aumento de 88% para o trigo, 91% para o trigo de primavera e 47% para o trigo de inverno desde 1998.

Eis o que o produtor de trigo Keith Lewis tem a dizer sobre a prática:

Sou produtor de trigo há 50 anos e uma prática de produção de trigo que é muito comum é a aplicação do herbicida Roundup (glifosato) apenas antes da colheita. Roundup é licenciado para controle de ervas daninhas pré-colheita. Monsanto, o fabricante de Roundup alega que a sua aplicação nas plantas para secagem, apenas 30% do herbicida é absorvido pelo miolo. Os agricultores gostam desta prática porque o Roundup mata a planta de trigo, permitindo uma colheita mais cedo.

Muitas vezes um campo de trigo amadurece de forma desigual, assim, aplicar de Roundup pré-colheita, equilibram-se  as partes mais verdes do campo com as mais maduras. O resultado dá-se sobre as áreas menos maduras em que o herbicida é transcolado para os grãos e eventualmente colhido como tal.

Esta prática não está licenciada. Os agricultores chamam-na  erroneamente de “dessecação”. Os consumidores que comem produtos feitos de farinha de trigo, sem dúvida, estão consumindo quantidades minimas de Roundup. Um aparte interessante, a cevada de malte, que se emprega na cerveja não é aceitável no mercado se for pulverizada com Roundup pré-colheita. Lentilhas e ervilhas não são aceites no mercado se forem pulverizadas com Roundup pré-colheita… Mas o trigo é sim… Esta prática de agricultura preocupa-me muito e, mais deve preocupar os consumidores de produtos de trigo.

Esta prática não é apenas difundida nos Estados Unidos. A Food Standards Agency, no Reino Unido, relata que o uso do Roundup como um dessecante de trigo, resulta  em resíduos de glifosato regularmente aparecendo em amostras de pão. No entanto, outros países europeus estão acordar para o perigo. Na Holanda, o uso do Roundup é totalmente proibido, e provavelmente a  França virá a seguir.

Usando Roundup como um dessecante sobre os campos de trigo antes da colheita pode poupar dinheiro ao agricultor e aumentar os seus lucros, mas é devastador para a saúde do consumidor, que em última análise, consome estes grãos de trigo triturados que absorveram uma quantidade significativa de herbicida!

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Enquanto a indústria de herbicida mantém que o glifosato é minimamente tóxico para os seres humanos, uma pesquisa publicada no Journal Entropia argumenta fortemente o contrário para esclarecer exatamente como glifosato interrompe a fisiologia dos mamíferos.

De autoria de Anthony Samsel e Stephanie Seneff do MIT, o livro investiga inibição do glifosato de enzimas de citocromo P450 (CYP), um componente negligenciado de toxicidade letal aos mamíferos.

A vista actualmente aceita é que glifosato não é prejudicial aos seres humanos ou qualquer mamífero.  Essa visão defeituosa é tão penetrante na Comunidade de agricultura convencional que vendedores de Roundup são conhecidos por o beberem tolamente durante apresentações!

No entanto, apenas por Roundup não matar imediatamente, não significa que não seja tóxico.  Na verdade, o ingrediente activo do Roundup interrompe letalmente todo o importante percurso do xiquimato (enzimas) encontrado em micróbios benéficos no intestino que é responsável pela síntese de aminoácidos essenciais.

Bactérias benéficas do intestino, também chamadas de probióticos, desempenham um papel fundamental na saúde humana. As bactérias do intestino ajudam na digestão, evitando a permeabilidade do trato gastrointestinal (que desencoraja o desenvolvimento de doença autoimune), sintetizam vitaminas e fornecem a base para imunidade robusta.  Na sua essência:

Roundup, perturba significativamente o funcionamento de bactérias benéficas no intestino e contribui para a permeabilidade da parede intestinal e consequente expressão dos sintomas de doenças autoimunes.

Em sinergia com a interrupção da biossíntese de aminoácidos importantes através da via xiquimato, o glifosato inibe enzimas citocromo P450 (CYP) produzidas pela microbiótica intestinal.  As enzimas CYP são fundamentais para a biologia humana porque eles desintoxicam a multiplicidade de compostos químicos estrangeiros, xenobióticos, a que estamos expostos no nosso ambiente moderno hoje.

Como resultado, os humanos expostos ao glifosato, através da utilização de Roundup em sua comunidade ou através da ingestão de seus resíduos nos produtos alimentares industrializados tornam-se ainda mais vulneráveis aos efeitos prejudiciais de outros produtos químicos e toxinas ambientais que encontram!

O pior é que o impacto negativo da exposição de glifosato é lenta e insidiosa, ao longo de meses e anos, como inflamação ganha  gradualmente uma posição nos sistemas celulares do corpo.

As consequências desta inflamação sistêmica são a maioria das doenças e condições associadas com o estilo de vida ocidental:

  • Problemas gastrointestinais
  • Obesidade
  • Diabetes
  • Doenças cardíacas
  • Depressão
  • Autismo
  • Infertilidade
  • Cancro
  • Esclerose múltipla
  • Doença de Alzheimer
  • e a lista continua por aí adiante

Em poucas palavras, estudo do Dr. Seneff sobre Roundup, O medonho glifosato herbicida, com que o trigo nos Estados Unidos é encharcado apenas alguns dias antes da sua colheita revela a forma como esta toxina letal prejudica o corpo humano dizimando os micróbios benéficos do intestino com o resultado final trágico de doença, degeneração, e sofrimento generalizado.

Imagina a imagem?

Mesmo que pense não ter quaisquer problemas com a digestão do trigo, ainda é muito aconselhável evitar, tanto quanto possível, o trigo convencional!

Deve evitar o trigo tóxico

A linha de fundo é que evasão de trigo convencional nos Estados Unidos é absolutamente imperativo, mesmo se actualmente não tem uma sensibilidade ao trigo ou alergia ao glúten. O aumento na quantidade de glifosato aplicado ao trigo correlaciona-se estreitamente com o surgimento da doença celíaca e intolerância ao glúten. Dr. Seneff ressalta que o aumento dessas doenças não é apenas de natureza genética,, mas também tem uma causa ambiental, por isso, nem todos os sintomas da doença são aliviados ao eliminar o glúten da dieta.

Os efeitos do glifosato mortal sobre a biologia humana são tão insidiosos que a ausência de sintomas hoje não significa literalmente nada.

Se não tem problemas com trigo agora, irá tê-los no futuro se continuar a comer o trigo produzido convencionalmente, trigo tóxico!

Como comer trigo com segurança?

Obviamente, se já desenvolveu uma sensibilidade ou alergia ao trigo, deve evitá-lo.

Mas, se não sofre de doença celíaca ou não é sensível ao glúten e gostaria de consumir este alimento ancestral com segurança, pode fazer o que fazemos em nossa casa. Nós apenas comemos o trigo de origem biológica, de preferência de baixo glúten, não hibrido, trigo Einkorn para panificação, panquecas, cookies etc.  Mas, quando vamos comer fora ou compramos comida na loja, produtos de trigo convencional são rejeitados sem exceção.  Isto apesar, do facto, de ainda não  termos alergias ao glúten em nossa casa.

Estou firmemente convicta de que, se não fizéssemos nada, toda a nossa família nalgum momento iria desenvolver sensibilidade ao trigo ou doença auto-imune, de alguma forma devido à forma tóxica como ele é processado e aos resíduos de glifosato que estão contidos nos produtos de trigo convencional.

O que vai fazer sobre o trigo tóxico?

Como reagiu à notícia de que agricultores de trigo dos EUA estão usando Roundup, não só para matar as ervas daninhas, mas também para secar as plantas de trigo de modo a permitir uma colheita mais cedo, mais fácil e maior, e que tal prática provoca a absorção do glifosato tóxico, o ingrediente activo no Roundup e outros herbicidas, directamente pelos os grãos de trigo em si?

Sentiu-se ultrajado e violado tal como eu? A fim de evitar o avanço do trigo convencional, qual será a estratégia que irá implementar, mesmo que ainda não tenha desenvolvido nenhum problema com a sensibilidade ao glúten ou ao trigo?

Quanto a outras culturas onde o Roundup é usado como um dessecante pré-colheita como cevada, cana-de-açúcar, arroz, sementes, feijões secos e ervilhas, cana de açúcar, batata-doce e açúcar de beterraba? Irá comprar apenas produtos biológicos, de agora em diante, para evitar este flagelo moderno, feito pelo homem?

Autor: Sarah, The Healthy Home Economist

Fontes e mais informação

 

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