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Artigos
CRIANÇAS ÍNDIGO
Conferência por André Louro de Almeida
Parte II
18 de Novembro 2002
A chegada destas crianças anuncia um aumento
da actividade, do ritmo, da intensidade, da sensibilidade e da
velocidade de processamento da informação que chega até eles.
Existe qualquer coisa de comparável entre estas novas crianças,
o seu sistema cognitivo, a síntese latente que eles trazem
dentro deles, e a velocidade com que a informação, hoje, circula
no planeta. Actualmente a informação disponível, em vários
níveis da Terra, está a tornar-se instantânea. Se um ser decide
partilhar o que pensa, isso pode ficar disponível para toda a
gente quase instantaneamente. Esta velocidade de processamento
de informação está a aumentar o apetite da Humanidade para o
Agora. A grande vantagem da informação ser instantânea é
aumentar o apetite colectivo para o Agora, para uma porta que
está sempre à nossa frente, relacionada com o poder da
manifestação do Espírito.
À medida que os núcleos que nos compõem se
vão estreitando, concomitantemente os centros dentro do corpo
etérico vão igualmente estreitando-se, isto é, a vibração dos
chacras começa a aproximar-se cada vez mais e a diferença de
frequência de um centro vibratório para outro é cada vez menor.
À medida que os núcleos se aproximam e entramos numa etapa de
amadurecimento da Terra e da Humanidade – virada para a fusão
das partes constituintes do ser –, toda esta energia que chega à
Terra (vinda de estrelas amigas e de Logos nossos irmãos, vinda
de portais cósmicos aos quais a Terra pertence como meta), todo
este caudal de Graça tem, também, como objectivo aproximar a
vida das nossas almas da vida do Fogo do Pai e aproximar a vida
da personalidade da vida da Alma, ou seja, daquele nível em nós
que não está na dualidade, que é o próprio bem.
O trabalho que está a acontecer, hoje, à
escala mundial, por detrás das aparências, consiste numa
aproximação, cada vez mais refinada, entre a nossa vida
exterior, a alma e o espírito.
Os 3 níveis estão-se a aproximar uns dos
outros o que significa que a nossa capacidade de sofrer e de nos
alegrarmos vai aumentar profundamente. A nossa capacidade de
vivermos picos está a aumentar. Estas oscilações agudas no
estado emocional e mental dos seres humanos tem a ver também,
muito especialmente, com o facto de que as nossas almas estão
cada vez com menos “filtro” em relação à consciência exterior,
em relação à experiência preceptiva, social e mental. Então, o
que nos alegra, nos constrói, nos integra, cura, harmoniza, o
que nos torna unos, ocorre em muito maior profundidade porque a
distância entre o consciente e a alma está a diminuir
radicalmente.
Os chacras
Há uns anos atrás nós éramos seres
conscientes com alguns episódios de alma, e a mónada era um
assunto em que não se falava. Mas, à medida que os mentores da
evolução terrestre preparam a Terra para o portal, para passar
de um planeta aspirante, experimental, um laboratório em que o
leque de acção do livre arbítrio é imenso, para um planeta
sagrado, para um planeta espelho, que revela a vontade profunda
do Cosmos, nós próprios como expressão/vida desta entidade em
síntese, estamos também a entrar em síntese. E um dos aspectos
ocultos dessa síntese é que os chacras estão a aproximar-se em
vibração, num contexto em que grande característica do ser
social tem sido a grande capacidade de dissociação.
Os nossos chacras são sete grandes centrais
de processamento de energia, e todos eles se encontram numa
resposta à vida relativamente segmentada, isto é, um ser pode
viver uma vida inteira ligado a um deles e ignorar os outros ou
pode ligar-se a alguns e ignorar outros. Nós conseguimos viver
com centros energéticos bloqueados porque os outros operam
independentemente desses centros bloqueados. Com estas novas
crianças, porém, não é assim, pois as frequências dos seus
centros estão muito mais próximas umas das outras.
À medida que os Irmãos fundem planos com
planos na Terra, o plano mental terrestre funde-se com o plano
astral, o plano astral fundem-se com o plano físico etérico, e o
plano intuitivo começa a ocupar o espaço que antes era ocupado
pelo plano astral da Terra. Os Irmãos estão a fundir os planos,
as frequências da Terra: a física, o peso molecular atómico da
matéria densa está a ser alterado. A forma como a gravidade
interage com a energia está a dar origem a uma nova matéria em
relação ao plano das emoções.
A água avançada A água avançada, ionizada,
energizada pelos anjos, ela é avançada em relação à antiga
oitava da Terra, à Terra de 3ª dimensão. É uma água que já vem
da 4ª dimensão, uma dimensão em que a distância entre a vida
emocional e a vida física é mínima, donde que, um sentimento
pode curar um braço, uma fractura ou ampliar a velocidade de
coagulação do sangue, porque os sentimentos estão a aproximar-se
do físico, e o físico, ao ser alterado na sua constituição
oculta, aumenta o seu poder de reacção. A forma como a matéria
reage à mente e ao emocional está a ser cirurgicamente revista.
Antes existiam redutos muito restritos onde
era possível a Hierarquia espiritual da Terra mudar as leis da
substância – centros de cura (Fátima, Caravandal em Espanha,
Delphos na Grécia, os templos de Esculápio, centros de cura no
Egipto) enquanto o resto da Terra continuava naquela imensa
diferença de vibração entre físico, emocional, mental e
intuitivo. Da mesma forma que as duas esferas: física e
sentimental se estão a estreitar, as esferas do sentimento e da
mente estão-se a estreitar também. O que nós pensamos tem a
velocidade de materialização extremamente acelerada, porque a
energia precisa de percorrer menos subplanos, encontra menos
obstáculos até chegar à matéria física. A nova arquitectura
terrestre funde o físico com o sentimento, o sentimento com a
mente e a mente com a vida da contemplação interior, sem a qual
não há como manter uma mente equilibrada daqui para a frente.
Nos anos 50 era perfeitamente possível ter
uma mente equilibrada, e um indivíduo viver com um pavimento
obscuro entre mente e intuição, todo racional, mas como os
Irmãos estão a estreitar as esferas, a interactividade entre
estas esferas é cada vez maior. Isto são boas e más notícias,
obviamente!
Entre o Divino Superior e a matéria densa
existiam 49 (7x7) planos, e da mente para o físico, na antiga
Terra (até 1980), existiam, pelo menos, 21 planos. Isto
significa que qualquer atitude mental: arrogância, idealismo,
distorção ou captação verdadeira da Verdade tinha de percorrer
21 patamares até se manifestar no físico. Isto foi válido para a
formação do Escotismo, da Cruz Vermelha Internacional, das
Nações Unidas, da família, foi válido para tudo o que era feito
até aos anos 80. A partir dessa fase, os Irmãos começaram a
preparar a Terra para ela atravessar um portal dimensional,
sendo que dimensões são graus de relação entre esferas
constituintes de um planeta. Quanto mais alta é a dimensão menos
subplanos existem e mais impacto o Fogo Divino tem sobre todos
os outros níveis: primeiro, porque existem menos níveis;
segundo, a qualidade vibratória dos níveis que recebem a energia
divina é cada vez mais alta, portanto, a plasticidade e a
resposta a esses níveis é mais rápida. Na 5ª dimensão existe uma
relação quase instantânea entre o que eu penso e o que
manifesto. O vórtice da vontade associado à mente precipita-se
muito mais rapidamente na matéria. Dimensões superiores são,
pois, estreitamentos de esferas sobre esferas que se interceptam
com outras esferas.
Estas novas crianças vêm como arautos da
próxima dimensão terrestre. A capacidade do homem comum
dissociar é enorme porque as frequências distam muito umas das
outras. Estas crianças nascem sem a capacidade de dissociar que
a maior parte de nós tem. Portanto, o impacto ígneo, activo, da
vontade, do amor e da actividade é muito mais alto sobre aqueles
veículos do que na maior parte de nós, porque a energia tem
muito menos camadas para percorrer até se manifestar no sistema
nervoso central, a partir do qual nós decidimos se vamos ficar
quietos ou se vamos pular a tarde toda. O sistema nervoso
central é o receptor, no físico, da sequência: espírito, alma e
vontade. Actualmente, em níveis mais altos do éter nós não temos
sete chacras, já só temos três. O éter são várias camadas de luz
em torno do nosso veículo físico – pelo menos cinco camadas. Até
agora (desde há milhares de anos até aos anos 80) nós tínhamos
sete chacras em todas as camadas energéticas. Actualmente, nos
níveis mais altos do nosso corpo etérico, já só temos 3 chacras.
O novo sistema de chacras
Nós dispomos de um primeiro centro a que
podemos chamar “plexo cósmico”. Já não se trata do plexo solar
(3º centro tradicional), nem do centro da fruição e do prazer
(2º centro tradicional), nem do centro do enraizamento e do medo
(1º centro tradicional, raiz). Nesse nível mais profundo temos,
como chacra básico, um centro que reúne as antigas frequências
do centro raiz (1º), do centro da alegria, da fruição e da
experiência sexual (2º) e do centro da sociabilização (3º).
Estes 3 centros, no nível mais profundo do nosso ser já se
fundiram num – Plexo Cósmico. O segundo centro sintetiza parte
da vibração do plexo solar (3º), parte da vibração da laringe
(5º) e a totalidade do centro cardíaco (4º). Trata-se de uma
expansão do cardíaco que absorve uma boa parte das antigas
frequências do plexo solar e uma parte da expressão da laringe,
podemos chamar-lhe – Cardíaco Cósmico.
Na zona craniana temos um terceiro centro
que está a fundir parte da vibração da laringe (5º), a
totalidade do Ajna (frontal, 6º) e dos centros da coroa, o 8º e
o 9º chacra – Mental Cósmico. O que se passa é que a emergência
destes três centros alimenta-se da pureza, da incapacidade de
dissociar e da inocência. A compreensão de como os centros se
sintetizam é o retorno à pureza, à inocência, à incapacidade de
mentirmos a nós mesmos. Vem aí um novo conhecimento. Esse centro
Mental Cósmico ao receber a linguagem de fogo dos arcanjos, dos
Irmãos Maiores, condiciona a vontade, e a vontade condiciona o
cardíaco, e o cardíaco condiciona a personalidade.
Então, esta aproximação entre os centros é o
resultado de uma iniciação da Humanidade, que é parte da
iniciação da Terra. Esta iniciação está a fundir os centros para
que aquilo que, em nós, é potência e força se torne
inteligência, e o que é inteligência e energia se torne potente.
Ou seja, há um casamento entre a Terra e o Céu, o que significa
realizar o Homem, fazer emergir o Cristo em nós e implica fundir
os campos.
Ora, estas novas crianças trazem isto à flor
da pele. Elas são energeticamente mais simples e, portanto,
energeticamente mais potentes. Assim, podemos começar a receber
uma radiação oculta que vem destas novas crianças; elas
ajudam-nos a sentir estes novos centros que estão a nascer na
actual Humanidade.
O que acontece com esta fusão dos centros
energéticos é que a verdade do ser tem muito menos a percorrer
até atingir os centros nervosos, até atingir a medula oblongata
(coordenação motora), até atingir a intuição, a mente e os
sentimentos. A descarga de força pura é muito mais alta, e é
aqui que estas crianças são tão queridas quanto problemáticas.
Estão entre nós quatro tipos de Índigos: o
Artístico; o Humanista; o Conceptual e o Interdimensional. Todos
eles têm a verdade muito mais próxima do exterior.
O tipo Artístico
O tipo Artístico é um experimentador. Todos
estes 4 tipos trazem duas mensagens: “Cura a Terra” e “Não há
tempo”. Como eles são sistemas energéticos sintonizados com a
Nova Terra, têm dificuldade em lidar com a ideia de adiamento:
“depois fazemos”, “talvez um dia”. Na vida familiar isto pode
ser muito difícil de gerir, porque eles são muito teimosos,
impacientes e imediatistas. A forma como este tipo Artístico
responde ao “Cura a Terra” e “Não há tempo” é mais ou menos
esta: Experimenta ver quantos copos é possível empilhar;
pretende verificar se o peixe que está no aquário consegue
sobreviver à água a ferver; experimenta pintar tudo de cores
diferentes. Um Índigo artístico tem fome de criatividade. Muito
rapidamente envia sinais de total tédio quando começa a ficar
desfasado do que está a acontecer. Um Índigo Artístico cura por
experimentar novas formas, novas combinações, cores e
possibilidades. É muito comum estes seres editarem um disco aos
10 anos de idade ou terem desenhos publicados em revistas aos
14.
Eles muito sensíveis ao meio ambiente, à
luz, aos cheiros, às cores e aos ruídos. É como se trouxessem
impresso dentro deles uma profunda harmonia. Muitas vezes a
forma que eles têm de chamar a atenção de que um ambiente não é
harmonioso é tornando-o ainda mais desarmonioso. É como se
quisessem que o adulto visse que aquele caminho só disfarça a
falta de harmonia. Então, muitas vezes actuam como uma espécie
de punk londrino dos anos 80, acentuando a destrutividade e a
negatividade. Para nó isto parece negativo, mas ele pode estar a
tentar dizer: “Onde é que vocês pensam que vão com estas meias
verdades?” Um Índigo, perante um ser íntegro, imediatamente se
torna íntegro. Eles têm detectores de meias verdades e
incoerência nos adultos, fulminantes, e detectam imediatamente
as nossas fragilidades, e, muitas vezes, o que eles fazem é
acentuar isso. Indirectamente, a área em que estão a
enfrentar-nos é uma área em que nós não estamos suficientemente
seguros. Então, eles enfrentam, desafiam, para ver onde é que
está a raiz da nossa atitude, qual é a segurança que temos numa
postura. Quando vêem um ambiente intermédio que não é
harmonioso, têm dois caminhos: ou começam a trabalhar na
direcção da harmonia profunda ou começam a desarrumar tudo até
que nós consigamos, junto com eles, construir essa harmonia.
Estes Índigo artísticos, porque têm uma
enorme sensibilidade, precisam de superfícies virgens. Muitas
vezes estas crianças tornam-se difíceis de educar porque o mundo
à sua volta, a casa, a escola, não têm superfícies virgens,
áreas em que a criatividade seja instantaneamente invocada. Não
há superfícies suficientemente brancas para eles fazerem quadros
gigantes. Tudo já está saturado de uma velha informação, e não
há espaço de laboratório. Eles têm de fazer experiências: têm de
pôr cadeiras e mesas ao contrário; têm de ver em que ponto é que
um CD parte... Isso faz parte da exploração deles. Aliás, isso é
válido para todas as crianças, só que os Índigo precisam de
refazer a informação. A sua atitude criativa pede superfícies
grandes. Uma sala pequena, para eles, é pequeníssima, uma sala
maior é normal e uma bastante ampla já é um espaço onde eles
gostam de estar.
Estes Índigo artísticos actuam como se
quisessem desafiar a lei da gravidade no plano da criatividade.
Fazem girafas com 4 cabeças, anjos com patins, polícias com casa
de caracol às costas. Estas hibridações são a sua busca de ligar
coisas. À medida que se desenvolverem, vão começar a trazer para
a Terra novas energias.
A energia que cura, a energia que, ao passar
por nós, leva embora algo que nos faz mal. Certos aspectos do
Espírito Santo, que é o 8º Raio que cura, quando passa por nós,
anula, consome, torna irreal algo que trazíamos connosco, no
coração, na compreensão, no sistema nervoso, na memória. Essa
energia de cura cósmica, que não se sabe quando vem nem para
onde vai, é composta pela fusão de três Raios; o 4º – Harmonia,
o 5º – Precisão e ciência exacta, e o 7º – Disciplina,
exactidão, ritmo. O 8º Raio (cura) é composto por esses três
Raios. Hoje, esta energia tem imensa dificuldade em descer nas
pessoas, porque, no fundo, elas não querem ser curadas. Se
quisessem, seriam curadas.
Esta energia não pode violentar o nosso
sistema energético, não pode fazer milagres com o nosso querer
profundo. É como se ainda não tivéssemos chegado ao ponto de
aceitar remover de nós o que nos magoa.
Quando um ser sente o chamamento do Uno e
responde totalmente, ele tira os sapatos e vai descalço, e isto
é que contém a chave que diz às energias superiores: “Eu aceito,
no fundo, ser curado. Eu gero em mim a atitude, a invocação, o
Sim a essa energia”.
Se fôssemos expostos, hoje, a uma energia de
cura muito potente, a maior parte de nós fugia. A cura não é um
paliativo ou uma anestesia energética – que é o que a maior
parte de nós faz nas terapias alternativas.
A cura é um indivíduo aceitar ter a vibração
dos seus corpos mudada. Trata-se de aceitar a morte dos seus
corpos para a sua própria regeneração, morrer para aquelas
vibrações e, na sua consciência secreta, querer cultivar a
postura que aceita e pede a mutação, para que a força mental
velha seja removida.
Cura é o Infinito entrar no corpo astral.
Cura é o Uno entrar no corpo mental. Cura é o Ouro entrar nas
células físicas e na química do sangue.
A comunicação do Índigo artístico é feita
através do que ele monta, desmonta e mostra. Ou seja, com uma
caixa de Lego, ele, a custo, cumpre as instruções, busca
inventar (e os Lego são óptimos para isso). O que ele diz é o
que ele faz. Usa muitas expressões ligadas à visão: “Estás a
ver?”, “Olha para isto”, “Vamos ver aquilo”. Usa muitas vezes a
palavra ver, porque o lóbulo occipital está muito mais irrigado,
e eles funcionam predominantemente através das imagens e do
impacto cultural. O Índigo artístico vem para curar,
principalmente, a desarmonia ambiental. Se conseguir cumprir o
seu destino – eles são um dom do Logos encarnado sob a forma de
uma criança – ele detecta a desarmonia e, ou acentua-a como a
dizer: “Como vêem, vocês fazem mal, mas eu posso fazer ainda
pior” ou tenta criar harmonia.
Grande parte da ansiedade, da irritabilidade
e da instabilidade têm bases subtis. Se nós conseguirmos
perceber qual é a cor que a criança mais gosta, uma das coisas
que se tem observado, que começa a atenuar a hiperactividade e o
desequilíbrio, ou irritabilidade, ou momentos de desorientação,
é pintar o quarto com as cores que ela gosta mais a 25%. Ou
seja, misturar na lata de tinta 75% de branco. O quarto fica
pintado com tonalidade pastel da cor que ela gosta e só uma das
paredes com a cor a 50%; depois, pode-se pintar uma das paredes
ou a porta do quarto na cor viva, quase eléctrica. Isto é muito
importante porque ela encontrou, fora dela, algo que tem a ver
com a sua identidade. Isto começa a criar no Índigo a sensação
de que é ouvido, ao ponto de ter alterado as cores do seu
quarto. E, para uma criança, é muito importante ver que as cores
do quarto mudaram, apenas porque ele disse. Ele sente que aquele
é o seu quarto dele. Sempre precisam de escolhas, tal como
precisam de superfícies virgens onde derramar a sua sede de
criatividade.
Em vez de se dizer à criança para não riscar
as paredes, uma das paredes do seu quarto, devia ser só para
riscar. Tem a vantagem de, ao fim de 6 meses, podes voltar a
pintá-la. Então, chegas ao pé dele e dizes: “Olha, a tua parede
de riscar já está pronta outra vez”. É complicado para um ser
com esta criatividade imensa ouvir dizer que não se riscam as
paredes, porque a folha de papel é pequena de mais... enquanto
uma parede é branca é irresistível!
Se eu criar uma parede para riscar para um
ser de 4 anos de idade, ganho uma enorme vantagem: a decoração
do quarto é feita pela própria criança e eu posso ir
fotografando a parede à medida que ela se vai tornando mais
complexa, e, em 20 minutos, eu pego no rolo e a parede volta a
ficar branca. Isto é um exemplo de como os Índigo podem ser
acolhidos, em vez de reprimidos. Eu educo a criatividade dele
numa certa direcção se, em vez de lhe dizer: “Isso, não se faz”,
lhe disser: “Faz aí”. Então, ele irá respeitar todas as outras
paredes.
O quarto da criança é o primeiro mundo, é o
primeiro ambiente a seguir aos braços da mãe. Observam-se pais
extremamente autoritários no “porquê”, no “como”, no “quando” e
no “com quê” de um quarto. Isto é complicado porque a criança
não consegue sentir a extensão, para fora dos braços da mãe,
suficientemente quente. Então, ao sair dos braços da mãe,
apercebe-se que a segunda envolvência, que é o quarto dela, tem
códigos que lhe são estranhos. É muito importante para estas
crianças poderem escolher, participar e construir connosco. Um
Índigo artístico pode dizer de uma pessoa, que para nós não tem
nenhum cheiro, que ela cheira a limão. Elas captam as vibrações
até mesmo através do olfacto. E se um Índigo diz que alguém
cheira a alguma coisa, é melhor acreditar nele.
O tipo Humanista
O Índigo humanista é verbal. Além de falar,
há uma elevada probabilidade de não se conseguir calar. Ele
olha-te nos olhos, pede para te sentares, arranja o banco,
senta-se à tua frente e fala, e tem um grande prazer nesta
troca.
Os Índigo humanistas vêm para curar as relações humanas.
Uma linguagem que os Índigo compreendem é a
do respeito. O respeito é um espelho. Se conseguirmos
comunicar-lhe que “respeito” é ter consciência de que não
existimos no vácuo, de que somos interdependentes, que fazemos
parte de uma malha, que tudo está ligado a tudo... nós
conseguimos fazer-lhe ver que ele não existe no vácuo, que está
num mundo com pessoas, que respeita a consciência dos outros e
que cria em si um espaço para os outros. Se não crias um espaço
para os outros em ti, mais cedo ou mais tarde os outros não vão
ter espaço para ti, vais ficar só.
Isto tem de ser passado com doçura e com
frieza, frieza que cria, no sentido de autoridade. Trata-se de
ser firme na clareza do que estamos a dizer e nos limites que
estamos a impor nos limites dele, e, ao mesmo tempo, vibrar isso
com o máximo de doçura. Esta combinação produz uma enorme
ressonância na criança porque ela percebe que está a ser educada
e amada ao mesmo tempo. Como o Índigo humanista veio para curar
as relações humanas, ele gosta de estar frente a pessoas e
falar, falar, falar... Ele diz palavras que não compreende
porque ouviu os outros dizer e pareceu-lhe bem. Pode usar uma
palavra completamente deslocada como: “Eu hoje sinto-me
correctamente”, porque está a procurar falar o mais cedo
possível como um adulto, e estes humanistas é que são os
psicólogos de esquina. Ele vai estar atento aos sentimentos dos
outros, vai tentar falar sobre isso e encontrará uma forma de
solucionar. Se nós não falamos, eles perguntam: “Porque é que
não falas?”, “O que é que tu achas disto?” Claro que ele já está
a falar há uma hora e tu já nem o estás a ouvir! Ele vai
testar-te para ver se estás realmente atento. Enquanto o Índigo
artístico foca lugares, cheiros, situações, vibrações, o
humanista foca pessoas.
O tipo conceptual
O Índigo conceptual é o menos verbal de
todos. Tu sabes claramente que é um Índigo conceptual porque há
ali uma conspiração. Silenciosamente, ele elabora uma estratégia
para, quando começar a falar, as pessoas perceberem que é muito
importante o que ele tem para dizer. Ele é um guerreiro e vem
para mudar o curso das coisas. Elabora mentalmente em abstracto
e busca gerar soluções. Então, pode ficar muito tempo até dizer:
“Ainda não sei bem”, porque ele, realmente, está a trabalhar
numa solução, numa resposta. Estes são, dos 4 grupos, os mais
responsáveis. Estão sempre a tentar perceber porque é que as
coisas não funcionam bem na Terra. Se uma criança vê uma pessoa
a pedir na rua, num semáforo, com uma criança ao colo e chega-se
ao teu carro para te pedir dinheiro, se for um índigo, ele,
realmente, vai elaborar isto para casa!
Os Índigo trazem o psíquico muito aberto. A
maior parte de nós, passarmos do consciente diário e
mergulharmos no psíquico, isto é, para o fundo do próprio ser
onde ouvimos a voz que nos guia, é quase uma ciência. Para os
adultos, como a busca do caminho interior. Mas, para uma criança
não, ele ouve a voz. Ela pode não lhe dar termos sofisticados,
mas ouve essa voz.
Um Índigo conceptual elabora os assuntos
secretamente e quando tem uma dúvida pergunta. À pergunta de:
“Porque é que há tantas guerras?”, a mãe respondeu: “Filho,
sempre foi assim. Os homens fazem guerras, não te preocupes com
isso”. Naquele dia criou-se um hiato entre a interioridade
daquele ser e a mãe. Não é normal uma criança fazer uma pergunta
deste calibre, mas, se a faz, é porque há um mal-estar, é porque
o que vem de fora e o que há dentro dele não casam. A dor
psíquica é esse divórcio entre o interior e o exterior. Porque é
que se fazem centros espirituais, ashrams, aldeias de luz? É uma
tentativa conseguida, ou não, depende, de casar o interior com o
exterior. Uma criança busca fluir de dentro para fora e de fora
para dentro, sem ter que criar a tal dissociação.
Os pais não querem lançar no mundo “O
Principezinho” porque senão o principezinho é atropelado pelo
primeiro camião. Então, é o principezinho mas é melhor ir
defendido, e a forma de ajudarmos a criança a defender-se é
levá-lo a aprender como é o mundo. Mas, para um Índigo, isso é
difícil porque é como se ele tivesse de começar a dissociar:
interior/exterior; mentira/verdade; isto, posso dizer/aquilo,
não posso dizer. Ora, isto começa a criar dissociação dentro
deles. Enquanto que, na maior parte dos adultos, essa distância
é facilmente gerida, no caso destes Índigo, aos 15, 16, 17, 18
anos essa distância já não é assim tão fácil, pelo que podem
tornar-se agressivos, revoltados, curadores de sociedades. O
nosso problema é conseguir transformar a dor, a revolta, a
distância em relação ao mundo, num poder de curar sociedades. O
veneno e o antídoto estão muito próximos. Do ponto de vista
psicológico e da psicologia colectiva é a mesma coisa: um
revoltado pode ser um grande curador de sociedades.
A revolta em si, no seu aspecto exterior
(pintar o cabelo de verde às riscas cor de laranja) não tem
problema nenhum, o problema é se nós não conseguimos ajudar
aquele ser a perceber o núcleo de revolta dele como um poder de
cura.
Se um Índigo não consegue encontrar a
harmonia vai tornar-se um revoltado (e não é difícil perceber
isso nas crianças e nos jovens, hoje). Se conseguirmos
transmitir a estes jovens: “Olha, a tua revolta é importante
para o mundo em que estás, não a desperdices, não
superficializes a tua revolta”. O principal é a alma dele e o
mundo cá fora. Dentro dele, esta distância transforma-se em
calor, como uma central termonuclear.
“Olha, estou num mundo que não é real! Olha!
estou num mundo de mentiras. O Governo mandou matar não sei quem
para salvar não sei quantos?” Muito bem, então o Governo não tem
qualquer autoridade para coisa nenhuma! Tu não podes dizer-lhes:
“Não faças isto”, porque quando ele olha para as figuras de
autoridade, à escala mundial... “Isto é uma barraca!!! Eu posso
fazer aquilo que eu quiser!!!”
Toda a gente faz o que quer, quanto mais
poderoso e politicamente correcto, pelas costas, toda a gente
faz o que lhe apetece. Eles sabem disso! Eles têm detectores de
incongruência muito rápidos. Olham para o mundo e vêem as
cúpulas: os líderes mundiais, os generais, a forma como a
história é gerida… e dizem: “Mas, espera aí, esta civilização
tem autoridade para me dizer o quê?” E aí começa o processo
revolucionário.
É muito importante ajudar um Índigo a
compreender que ele não deve consumir a energia das derrotas de
uma forma cosmética ou superficial. Antigamente, quando aparecia
um excêntrico ou um revoltado, as companhias de discos, de moda,
de média, tentavam fazer dele um produto e, invariavelmente,
conseguiam. Estes novos seres não se vão deixar apanhar com
tanta facilidade. O grande perigo é se eles transformam esse
poder de transformação, que não está a ser encaixado, assimilado
pelo mundo, em algo contra eles mesmo. Aqui a situação é
perigosa. A maior parte de nós, porque dissocia, tem a
capacidade de dissipar o calor e a força e, portanto, de
dissipar o poder transformador que traz dentro dele. Os Índigo,
como dissociam muito menos, têm muito menos facilidade de
dissipar o poder que trazem dentro deles, isto é, de o tornarem
consequente. Posto isto, se eles descobrem que não têm como
pressionar a sociedade ou como transformá-la, daqui a 5 minutos,
estão a fazer maternidades com golfinhos! É para aí que eles
vão. Um Índigo artístico trabalhando com um Índigo conceptual
vão fazer uma maternidade em que há um tanque e as mães dão à
luz com os golfinhos dentro d’água! E a primeira coisa que o
bebé sente, pelo processo sonar, ainda com o cordão umbilical
ligado à mãe, é o golfinho ali na água.
Os Índigo podem chegar a estas iniciativas,
podem chegar à indústria de cinema e transformá-la num
instrumento de cura, podem fazer outras formas de alegria e de
festa. Trazem, com certeza, dentro deles, soluções que a partir
de uma certa idade são despoletadas do intuitivo para o mental.
O ponto é que, se, pelo caminho, eles sentem um completo
contraste, podem começar a virar essa força transformadora e
revolucionária tornando-se autodestrutivos.
A forma como, antigamente, o homem dissipava
o seu poder transformador era através do sexo, do álcool, do
poder, da arrogância, de jogos de poder no trabalho e, assim,
iam dissipando a força e o poder transformador, iam-se tornando,
portanto, coniventes com o estado das coisas. Esta nova geração
vai precisar de coisas muito mais potentes: as drogas serão
muito mais fortes, eles precisam mesmo de uma franca alienação
para poderem dissipar o seu poder transformador. Eu diria que
quase todos os seres idealistas, que têm tendências alcoólicas,
são seres que vieram fazer transformações mas, pelo caminho,
perderam a autoconfiança. Porém, tu perdes a autoconfiança mas
não perdes a força. Perdes a autoconfiança porque vais sendo
empacotado por coisas opostas, não tirando a coragem de seres
quem és, vais ficando aninhado numa poltrona qualquer.
Mas a força, o poder, a intensidade, o
combustível que trouxeste do Cosmos para a transformação, como
provém do Logos da Terra, não se vai embora assim. Por isso, as
pessoas precisam de dissipadores, isto é, de formas de se
alienar, ligeiras, para dissipar o poder de transformação.
Se nós não encontrarmos “avenidas” para os
Índigos se exprimirem, irão tornar-se mais alienados, justamente
porque a potência é mais alta, consome mais dissipadores.
Estou a falar pela negativa porque a
situação urbana é bastante negativa. Falando pela positiva,
estes seres precisam, cedo, de situações originais para se
exprimirem e de responsabilidade. Nós não deveríamos ter nenhum
problema em passar responsabilidade para um Índigo um pouco mais
cedo, porque, pelo equilíbrio entre a responsabilidade e a
originalidade, a força nobre e a maturidade desses seres pode
vir ao de cima.
Os Índigo conceptuais trabalham
constantemente numa conspiração. E irão trabalhar com os outros,
fazer equipas entre si. Vamos ver numa equipa de crianças: um
conceptual, dois artísticos, um interdimensional, dois
humanistas.
Os grandes inimigos dos Índigo são: as
multinacionais, as polícias secretas, os interesses
governamentais…
porque os Índigo, sendo extremamente livres
e originais, estimulam a unicidade em cada um de nós. Cada um de
nós tem uma identidade única que nos diferencia dos outros, e
estas crianças estimulam isso em nós. Eles irradiam uma força
tão coesa e sincera que busca tornar-nos também conscientes de
que somos unos e que temos também um dom.
Há Índigos com mais idade do que estes de
que falámos e uma das perguntas postas é: “Mas não há Índigos
que tenham nascido nos anos 50? Para ser Índigo é preciso que
tenha nascido nos anos 80? Não, mas uma das características das
pessoas que nasceram antes dos chamados Star Seed e dos Wonder …
Os Wonder são almas que pertencem a evoluções muito diferentes e
que encarnam nesta Humanidade para servir. E eles sabem muito
cedo que não são daqui, tal como os Star Seed. Star Seed e
Wonder é praticamente a mesma coisa. O poder dessas outras
gerações é um poder interdimensional, eles são claramente
enviados de além da Terra. Os Índigo não têm exactamente essa
estrutura. Eles gostam de estar aqui, identificam-se com isto,
querem identificar-se, querem transformar e mexer nas coisas. Tu
sabes que há algo de Star Seed em ti quando nunca consegues
estar completamente na Terra, não consegues acreditar totalmente
nesta dimensão. Há algo que sempre te liga além, algo que é
involuntário e está instalado em ti.
O tipo interdimensional
O Índigo interdimensional é aquela criança
que chega ao pé de ti e te diz: “Estive com o Palma.” E tu
perguntas: “Estiveste com o Palma?” “Estive com o Palma.” “E o
Palma não vem cá jantar?” “Não, hoje não pode vir.” “Então e
como é o Palma?” “O Palma é careca, tem os olhos muito grandes e
tem umas vestes muito compridas.” “De que cor são as vestes?
“Oh!!! Azuis claras! (como se tu tivesses que saber qual era a
cor) “Ah! São azuis claras! E o que é que o Palma disse? “O
Palma não fala.” “Bom, e está a ser bom com o Palma?” “Está,
estamos a fazer um desenho só que é com tinta invisível.” “Estás
a fazer um desenho, com o Palma, com tinta invisível?” “É, não
podes ver, mas eu e o Palma vemos.” Isto é um Índigo
interdimensional, a criança que tem um amigo invisível que
ninguém mais vê. A grande qualidade que o Índigo
interdimensional trás com ele, mais tarde, é a da contemplação e
da paz.
Os Índigo artísticos são muito activos,
pouco verbais, lidam com cores, cheiros, sabores, são
sensoriais, sensuais, e com isso reorganizam o mundo até que o
mundo esteja curado.
Os Índigo humanistas são verbais, intensos
na comunicação, gostam de pessoas e buscam pôr pessoas bem ou
extremamente mal, depende.
Os Índigo conceptuais trazem uma conspiração
dentro deles. É como se tivessem consciência que: “Isto tem de
ser tudo alterado, mas ainda sou muito pequenino”. Esses são
macrocéfalos, têm consciência plena, são adultos mas o corpo
parece não saber disso. São claramente muito precoces. Podem
sentir-se muito frustrados com o facto de não saberem jogar
xadrez! Tu pões as peças, ele põe as peças como tu ensinas e ele
quer jogar xadrez contigo! “Tu és muito pequenino; não sabes
jogar xadrez”. “Sei sim.”
Diz isto, tal como pode dizer, com toda a
tranquilidade, que sabe guiar automóveis. E tu pões as peças,
começas, e ele começa a fazer uma baralhada porque, como é
óbvio, não sabe jogar xadrez. E tu dizes: “Não é assim” e ele
fica surpreendido porque, no estado de vigília dele, ainda não
sabe jogar xadrez mas, em algum nível, ele já sabe.
O interdimensional é uma criança-canal. São
estas crianças que podem chegar ao pé de ti, puxar a saia e
dizer: “Olha, o Palma não quer que tu faças essa comida” ou “O
Palma não quer que fales assim com a avó ao telefone”.
Um dos pontos essenciais que pode impedi-las
de cumprir a sua tarefa, está relacionada com a alimentação.
Estas crianças devem ser educadas, o mais
possível, a respeitar a força vital. Devem ser informadas que
tudo o que está vivo, está vivo porque contém força vital.
Quanto mais longe da árvore, quanto mais longe da terra um
alimento estiver, menor é a presença da força vital nele, e
quanto mais complexo for o tratamento a que é sujeito mais ele
perde força vital.
Os Índigo são altamente desenergizados por
alimentos ditos “profanos”. A nossa água com cloro é uma água
tremendamente desestruturada. Há uns tempos atrás foi feito um
estudo sobre a qualidade da água que rodeia as células
cancerígenas, e veio a descobrir-se que a água que circunda
essas células é aquilo a que os físicos chamavam água
desestruturada. É algo que rompe as camadas electrónicas que
impedem um certo tipo de coerência molecular. A água é
desestruturada pela presença do flúor, no caso dos Estados
Unidos, e pela presença do cloro, no nosso caso. A água da
torneira é uma água anti-vida das células.
Estas crianças dependem muito mais da alma,
para estarem vivas. Em nós, a distância entre os chacras da
coroa, do coração e da raiz é enorme – o que significa que
podemos fazer todas as asneiras do mundo que o chacra da raiz
continua a funcionar. Nestas crianças, porém, o chacra da raiz
depende do coração, depende da intuição, depende..., porque
estão todos muito mais próximos uns dos outros. Então, o governo
secreto (uma parte do governo mundial que opera com a
Humanidade, às escuras) tem de parar estas crianças o mais cedo
possível.
Existe um tipo de Índigo que traz um código
genético (12 cromossomas) que os coloca numa situação em que
eles são, ocultamente, perseguidos por esse governo secreto.
Este grupo de Índigos tem de ter uma protecção acrescida (e
têm-na no plano subtil). Trazem um jogo de cromossomas que os
torna portadores de algumas verdades bioquímicas que foram
“desligadas” há muitos milénios atrás. A água desestruturada tem
um impacto muito forte nessas crianças. Deveríamos comprar os
melhores filtros de água do mercado e instalá-los em casa, e não
dar às crianças água com cloro porque eles têm menos resistência
do que nós a esta água.
Outro ponto é que, quanto mais longe o
alimento estiver da árvore ou da terra, menos força vital ele
tem.
Uma forma de se compreender se um alimento
tem força vital ou não, é: quando se sujeita um alimento a um
tratamento interrogarmo-nos se nós próprios seríamos capazes de
sobreviver àquilo. Isto é: cozinhar, congelar, enlatar, micro
ondas, panela de pressão. É óbvio que a maior parte dos
alimentos tratados desta forma têm a sua força vital aniquilada,
eles, praticamente, só são portadores de vitaminas, proteínas,
glúcidos, gorduras, etc., mas a força vital não está presente.
Como estas crianças têm o chacra da raiz
muito mais próximo dos outros todos, devemos dar-lhes alimentos
bem próximos da origem: saladas, nozes, pinhões, amêndoas, doces
sem açúcar (aprender a fazer), tofu, seitan, fruta; germinados,
sumos de fruta feitos no momento, pois 20 minutos passados sobre
a confecção eles perdem a força vital.
Para estas crianças tudo significa tudo.
Alimento pode significar equilíbrio emocional, inspiração.
Inspiração pode significar deixar de ter fome. Um abraço pode
significar uma maior velocidade de coagulação do sangue. Amor
fortalece o sistema imunitário.
Há empresas de alimentos rápidos que são
autênticos venenos emocionais para estas crianças. Está
demonstrado que os corantes e os conservantes aumentam a
hiperactividade no que ela tem de pior. Há um lado de
hiperactividade nestas crianças que é só energia, mas há um
outro lado que tem a ver com o facto de elas não estarem a
conseguir processar aquelas calorias, aqueles açúcares.
Outro ponto a considerar é a existência de
uma relação muito próxima entre hipoglicémia (falta de açúcar
natural no sangue) e irritabilidade, agressividade e ansiedade.
Significa isto que é útil impedir que elas passem muito tempo
sem comer, porque, se houver um abaixamento do açúcar,
rapidamente podem tornar-se irritáveis. Se lhes dermos um açúcar
artificial elas entram em hiperactividade porque aquilo é um
tipo de calor que não tem a ver com a pureza dos seus veículos.
A fruta, os legumes e uma água filtrada ou
água mineral, têm um enorme impacto sobre esses seres, mais do
que se possa julgar. Estas crianças têm os centros tão próximos
uns dos outros que há empresas que aprenderam a relacionar
brinquedos à alimentação. A criança vai comer àquela empresa
porque ganha um brinquedo. Isto significa que o governo secreto
já percebeu, antes de nós, quão próximos estão os centros nestas
crianças que lhes permite pôr, numa mesma embalagem, um
brinquedo, uma comida, sal, molhos, tudo na mesma coisa!
Se conseguirmos criar esta leitura de que
estas crianças, tendencialmente, não têm separações entre os
níveis delas, vamos perceber que, ao darmos algo físico estamos
a alimentar todos os outros níveis, ao darmos algo num outro
plano, estamos a fortalecer ou a enfraquecer o físico. O efeito
de chicote entre os chacras é muito mais rápido.
Há muito mais para ser acrescentado. Hoje
partilhámos estes 4 tipos: o artístico, o humanista, o
conceptual e o interdimensional porque isto permite-nos
compreender uma série de coisas.
O interdimensional (a criança que está em
contacto com outras realidades) é um mensageiro que está sempre
ligado a algo que não é daqui. É o que mais facilmente apresenta
terrores nocturnos, coisas más no quarto, etc... Estas crianças,
secretamente, têm nas lâmpadas de néon outro inimigo. Sentem o
ruído das lâmpadas, mas, principalmente, a irradiação destas
lâmpadas interfere energeticamente no seu sistema nervoso,
podendo torná-las, mais uma vez, agressivas e irritáveis.
Existem luzes vivas, como a luz de um candeeiro a petróleo, de
uma vela ou de certas lâmpadas mais macias. Se no quarto puder
haver uma lâmpada com interruptor regulável, ela própria aprende
a regular a intensidade da luz para adormecer.
É provável que algumas destas crianças sejam
perseguidas muito cedo. Um trabalho básico é ensiná-las sobre os
anjos. Elas precisam aprender que o mundo invisível existe (o
interdimensional já sabe). Precisam de imagens de anjos, de
cores e de referências angélicas. Precisam que se fale dos anjos
ao pequeno almoço e ao jantar, como uma coisa normal. Os anjos
precisam de fazer parte da vida destas crianças como
companheiros de jornada. Se eles criam fios de ligação com esses
seres, então a percepção potencial torna-se efectiva, e eles
começam a falar com os anjos antes de dormir.
É muito importante eles saberem que, quando
um anjo está presente, tudo o que é mau não pode ter força. Para
uma criança que está a fazer o processo, esta linguagem dual é
óbvia, é muito simples, ou elas têm medo ou não têm medo.
Uma criança psíquica pode ter ataques no
quarto, daí a cor pastel ser importante. Uma terrina com água
com sal pode ser importante, e, se além de sal a água tiver uma
certa quantidade de álcool, o processo do sal é acelerado pelo
álcool porque o sal, ao se diluir na água, faz com que a água
absorva energias negativas e o álcool volatiliza a energia da
água e espalha-a pelo meio ambiente. É como criar um
pulverizador de um líquido protector.
Outro ponto é orar com a criança, ensiná-la
a abrir-se para os níveis internos e, ao mesmo tempo,
ciclicamente, convidá-la a fazer uma oração. Isto é, se fizermos
oração em conjunto, um dia um, outro dia outro, chega o dia em
que ela sabe que é a vez dela fazer oração. Isto é tremendamente
eficaz porque activa o lado superior do psíquico e dá à criança
uma co-existência espiritual comum.
É muito importante que a mãe ou o pai chamem
os anjos com a consciência (não adianta chamar os anjos quando a
própria vida da pessoa expulsa os anjos), porque as crianças têm
nos anjos o seu principal protector no plano subtil.
Outro ponto é partilhar o mantra “Michael”.
Michael tem uma espada e este facto diz muito a uma criança. Tu
dizes: “Eu acho que tu estás com uns problemas com uns seres
interdimensionais não muito positivos no teu quarto. Tens aqui
“um” com uma espada, se tiveres problemas, chama por ele”. E tu
explicas que a espada não é para ferir os seres negativos mas
para os escoltar para o mundo deles. Esta expressão: “escoltar
as entidades negativas” é muito mais elegante e benigna do que
qualquer outra. Na verdade, estes seres superiores não combatem
nada, escoltam entidades negativas para as dimensões que lhes
correspondem. Este ser “Michael” tem de se transformar no novo
rato Mickey e entrar na vida deles como o rato Mickey.
As crianças que não trazem esta configuração
Índigo, trazem, igualmente, uma consciência de que a Terra
necessita de transformações profundas. Quando uma criança que
não traz esta configuração convive com um Índigo, a alma dessa
criança está a ser trazida à superfície pela forma de funcionar
do Índigo e, muito rapidamente, ainda que o sistema energético
demore mais tempo a acompanhar a transformação do que os Índigo,
a osmose é esmagadora! Não trazer este código Índigo significa
que, em vidas anteriores, não se autoconvocaram com tanta
intensidade para transformar a Terra neste momento. Um Índigo é,
pois, um ser que, em vidas anteriores, se autoconvocou para
ajudar o planeta. Então, a Hierarquia, a lei, manteve estas
crianças guardadas para o momento crítico. Chegado esse momento
crítico, é como se a Hierarquia abrisse os portais: “Chegou a
vossa vez”, e eles nascem todos. Os outros 20% são crianças que
não fizeram essa autoconvocação tão forte, mas, por osmose, têm
a possibilidade de, muito rapidamente, atingir a mesma
realidade.
O filme “Harry Potter” já representa
totalmente os Índigo. Independentemente de aspectos comerciais,
Harry Potter é um Índigo e a história toda é construída para
dizer àquela criança: “Tu tens algo de psíquico, tens um dom –
no caso, ele é um feiticeiro, um mago – tu tens amigos, há
outros como tu. Esta não é a tua família, tens um dom e Tens de
descobrir esse dom.”
Pássaros trazem a carta da escola de magia
onde eles têm de ir. Os pássaros, aqui, significam o mundo
angélico que é o mundo mais ligado aos Índigo, sob o ponto de
vista interno. Tens um inimigo, o Voldermort. É um ser que
desviou a força para fins egoístas. Tens de te habituar a não
ter medo. Tens de confiar em ti, vais ter professores. Tens uma
missão. É um filme todo configurado para activar os Índigo à
escala mundial.
Há criaturas míticas: centauros; unicórnios,
transformações, transfigurações, o bem e o mal estão claramente
distintos e, curiosamente, são apresentados como estando na
mesma escola. O virar-se para o fundo de si mesmo também está
presente. Os Índigo são assim chamados porque a energia deles
está principalmente polarizada no centro da cabeça cuja cor, em
termos de irradiação, é azul índigo brilhante, e isso é uma cor
que atravessa o filme todo.
O próximo filme da Walt Disney, que vem aí,
conta a história da Ilha do Tesouro, passada no espaço: existe
um planeta paradisíaco onde há um tesouro. As naves são
caravelas tecnológicas com velas que apanham a energia solar. Os
piratas são do espaço. O herói é um astronauta. O conto da Ilha
do Tesouro vai ser no espaço com extraterrestres e naves. Este é
um filme dirigido à geração Índigo. Existem alguns núcleos na
Walt Disney que sabem bem o que estão a fazer.
Parte
I
Transcrição de
Alice Jorge
Revisão de Vitorino de Sousa (Outubro 2003)
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