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Artigos
CRIANÇAS ÍNDIGO
Conferência por André Louro de Almeida
Parte I
8 de Novembro 2002
Qual o contexto em que faz sentido falar de novas crianças?
Desde sempre, uma nova
geração é uma pequena alavanca para a elevação da consciência
terrestre, mas, muito exactamente desde o final do séc. XIX,
cada geração é um instrumento para essa elevação, e o contexto
em que faz sentido falar de novas crianças é a própria Terra.
Existem outros contextos, tais como: sociais, pedagógicos,
contextos ligados aos processos cognitivos e de aprendizagem,
mas o que vamos hoje tentar ver é o contexto mais abrangente
possível – e quanto mais abrangente for o nosso olhar sobre
estes seres mais profunda e abrangente é a resposta deles.
Este planeta encontra-se
sob um fortíssimo envelope mental e comportamental de
limitações. Existe uma enorme desfasagem entre o que os seres
humanos consciencializam e aquilo que eles são capazes de
plasmar no exterior, de imprimir na vida. Essa é uma das maiores
fontes de sofrimento do Homem, a divisão entre a vida interior e
a vida objectiva, entre o mundo interior e o estado das coisas,
entre factos subjectivos e acontecimentos exteriores. Uma boa
parte dessa ficção é da nossa responsabilidade.
O estado do planeta é o
fruto de uma cultura, é um processo de plantar e colher, é o
resultado de uma leitura da realidade. No entanto, existem
agentes bastante conscientes na limitação da consciência humana.
São forças que utilizam a
margem de sombra criada pela nossa ignorância, ou pelo nosso
egoísmo, ou atavismo, ou pelo estado em que a consciência
colectiva se encontra, e, assim, sublinham, fortalecem,
aninham-se nos extremos. No entanto, a Humanidade é uma criança
do ponto de vista duma consciência cósmica superior, e, como
todas as crianças, tem margem para errar, para aprender, para
investigar e... tem família. Nós temos Humanidades nossas irmãs,
nossas avós, nossos pais, nossos educadores. Esta rede de
inteligência potencial, sob a forma do Homem que reveste toda a
Terra, é imensamente amada familiarmente.
Quando nós compreendermos a
Humanidade como uma criança da qual somos uma célula, um vector,
um olhar, quando sentirmos esta comunhão fazendo parte de uma
Família superior que não está identificada com esta dimensão em
que nos encontramos, provavelmente irá acontecer uma fusão entre
oração e falar com o Pai, entre abertura ao infinito e ouvir um
professor... Nós começámos agora a ouvir as Humanidades
paralelas que fazem triângulo, pentágono, hexágono com a nossa
Humanidade.
Nós, como Humanidade, somos
uma aresta, somos um vértice de um prisma, somos uma face de um
diamante, e, nesta fase, não conta se a face é obscura ou
iluminada. As outras faces são Humanidades paralelas à nossa que
nos observam, amam e compreendem, que não estão numa postura
julgadora ou paternalista; são entidades cósmicas de uma enorme
beleza que observam e amam. E amam porque aquela
Humanidade/Terra – 3ª dimensão – é uma parte deles.
O diamante da consciência
universal é hermético e não se pode ignorar uma das partes. O
Homem terrestre é uma face da consciência universal. Tu próprio
és uma face de um diamante de consciência, feito por outros
indivíduos que estão noutras dimensões. Nós somos um compósito
de consciências. Estas Humanidades paralelas conspiram para a
nossa plenificação, para a nossa realização profunda, trabalham
activamente para a iluminação colectiva. Estas Humanidades estão
connosco, de tal forma que enviam constantemente milhares dos
seus representantes.
Nos finais do séc. XIX
início do séc. XX cada geração recebeu um contingente de
consciências vindo de Humanidades paralelas. Os mundos são
educados por agentes infiltrados. Em épocas anteriores era muito
claro perceber esses agentes infiltrados, porque essas figuras
destacavam-se no horizonte dos acontecimentos. Tu tinhas um
Leonardo da Vinci, e só muitas milhas depois encontravas outro
Leonardo. A matriz de infiltração dos enviados das Humanidades
paralelas era muito espaçada.
Desde o final do séc. XIX
que essa fase terminou e os nossos pais cósmicos, as Humanidades
paralelas que nos acompanham, começaram a enviar, cada vez mais,
seres capazes de produzir mutações na consciência colectiva.
No passado, porque eram
poucos, esses seres funcionavam como epicentros qualitativos que
produziam um enorme impacto na Humanidade, mas, a partir do
início do séc. XX, os Irmãos Maiores começaram um processo de
saturação da consciência terrestre com seres que traziam dentro
deles certas qualidades.
O estado de consciência
histórico de um planeta é predominantemente marcado por
contrastes, por conflitos e por trocas também, é um estado
predominantemente marcado pela dualidade, pelo que não é
possível a esses Arquitectos de iluminação da Humanidade
começarem, obviamente, pelo fim, ou seja, pelo envio de seres
vertiginosamente distanciados das necessidades do próprio povo
de um planeta. Então, cada geração recebeu a incapacidade
específica de manter a mentira global. Isto dá-nos a noção de
que o estado em que o planeta vive há milhares de anos é este
envelope de sombra, no qual os principais registos de que nós
temos consciência são os de sobrevivência, de contraste e de
diferença. Por isso, os nossos hábitos civilizacionais giram
todos em torno disso: ao fim do dia, resta muito pouca energia
para outras coisas que não sejam sobrevivência, e isto tem sido
assim há milhares de anos.
Este estado de coisas é
mantido por uma visão muito reduzida da realidade, na qual o
indivíduo se sente totalmente isolado dos outros, não se
compreendendo como fazendo parte de um grande ser vivo que é o
planeta onde está. É uma visão em que o nosso “aqui” e o nosso
“agora” são extremamente pobres. O “aqui e agora” do
nova-iorquino é a sala em que ele se encontra e aqueles 5
minutos; o “aqui e agora” de um europeu é a área onde ele está e
um período entre meia hora e uma hora; o “agora” de um índio
norte-americano implica todas as gerações de que se lembra para
trás e os bisnetos que ele consegue projectar para a frente; e o
“aqui” dele é tudo o que o olhar alcança.
Quanto mais pobre, no
sentido de evolução da consciência, é uma cultura e uma
civilização, mais o “aqui e agora” se estreitam, é como se a
nossa consciência de “aqui e agora” respirasse: quanto mais
refinada é a leitura da realidade, mais o nosso “aqui e agora”
se simplifica e se expande, mais a nossa consciência procura
sair desta localização geográfica em que o corpo se encontra, e
envolve camadas de verdade, de tempo, de possibilidades de vida
para além daquele ponto geográfico. É como se o “aqui e agora”
fosse um barómetro da evolução da consciência.
É óbvio que, para eu
destruir a Amazónia tal como tenho feito, tenho de ter um “aqui
e agora” muito curto, muito utilitário e imediato. Mas todo o
processo imediato da consciência é perigoso. A forma como os
seres humanos definem as coisas forma uma prisão dimensional. O
consenso que criámos, e onde nos encontramos uns aos outros,
forma uma prisão dimensional.
Os Pioneiros
Estes Irmãos Maiores, desde
o princípio do séc. XX, têm enviado gerações que são como que
“chaves” na desmontagem da leitura do mundo, e cada geração é
uma chave, um disjuntor que salta na mentira mundial. A partir
de 1850 começaram a tornar-se activos aqueles a quem poderíamos
chamar os “Pioneiros”. Eram seres isolados, completamente
exóticos do ponto de vista cultural, que ainda funcionavam como
faróis no meio de um mar obscuro. Nesta geração dos Pioneiros
temos os contributos de: Madame Blavatsky, Rudolf Steiner, Sri
Aurubindo, Gandhi, Yogananda, Albert Shweitzer. Todos estes
seres fizeram, antes, o que a Humanidade está a começar a
aprender a fazer 50 anos depois. Eles funcionaram como
quebra-gelos, são uma geração que actuou por impacto. Eles
vieram trazer algo tão fora de todos os parâmetros, que o
objectivo era fazer saltar a ideia de continuidade em termos de
evolução da cultura. Einstein também foi um deles. Então, os
Pioneiros têm esta qualidade, produzem descontinuidade. Eles
vieram para produzir rupturas epistemológicas.
Epistemologia – Disciplina
que trata dos problemas filosóficos colocados pela ciência,
particularmente o do valor do conhecimento científico.
Os Hippies
Depois desta fase, nascidos
nos anos 40 e começando-se a tornar activos nos anos 60, chegou
uma nova alavanca profundamente idealista, os Hippies. Eles
eram, sobretudo, formadores de visão, enquanto que os Pioneiros
tinham vindo demonstrar a forma como a nossa consciência evolui,
podendo sofrer torções inesperadas. Os Hippies, porém, vieram
trazer visão, poema, idealismo. Foi um processo de aspiração
colectiva, e só foi possível fazer descer uma alavanca destas,
depois de os Pioneiros terem abalado as ases políticas,
académicas, nas quais uma série de coisas assentava.
Os Star Seed
A partir dos anos 80 emerge
o grupo conhecido como os Star Seed. Muito diferente dos outros
dois, este grupo veio trazer outra dimensão para dentro desta.
Enquanto os Pioneiros eram principalmente vectores de força
contra a muralha que mantém o estado do planeta fechado à luz,
enquanto os idealistas vieram pintar uma aguarela e dizer: “Esta
é a visão”, os Star Seed vieram dizer: “O Cosmos é a Casa”. Eles
vieram expandir a nossa percepção das dimensões e vieram
deslocar o nosso “aqui e agora”. Muitos deles foram concebidos
nos anos 60, período em que Homem chega à Lua, isto é, quando se
dá uma descentragem da consciência terrestre para outro astro.
Isto teve um grande poder no consciente colectivo. De repente, a
raiz do “estar” e do “ser” não é apenas aqui, nesta nave azul,
mas o Homem pode viajar no espaço. Foi quando os Star Seed
começaram a chegar.
Portanto, nos anos 80
começa a nascer um tipo muito diferente de alavanca. O que cada
geração traz com ela é a incapacidade de repetir uma convenção
que mantinha o estado das coisas antes dela. O processo de
transformação da consciência terrestre tem-se dado por levas
sucessivas de inadaptação.
Quando uma geração chega,
esfrega os olhos, olha para o mundo à volta e diz: “Eu não me
vou adaptar a isto”, está a haver uma evolução da consciência
colectiva, uma ruptura dos elásticos de inércia que mantêm
milhões de pessoas naquelas rotinas. E quando uma geração chega
e diz: “Eu não sou daqui, eu não tenho nada a ver com isto, isto
não é a minha linguagem, a minha civilização”, quando esta
inadaptação acontece, está a haver um enriquecimento do material
psicológico que compõe o centro.
A inadaptação dos Pioneiros
consistiu em que, finalmente, surgiu um grupo, poucos, que
começou por pôr em questão a noção de que a mente europeia
continha uma fórmula planetária ideal. Blavatsky viajou pelo
Tibete e outros locais e trouxe para cá mais pensamento.
A geração dos anos 60
trouxe consigo a incapacidade de acreditar no poder absoluto:
militar, político, etc…
Os Star Seed, que hoje têm
cerca de 30 anos, trazem a incapacidade de acreditar na 3ª
dimensão, trazem dentro deles um motor de ampliação da
consciência que busca ir para além do mundo dos sentidos e da
resposta racional ao mundo dos sentidos. Eles trazem a certeza
absoluta que existem dimensões superiores, eles são construídos
com esta certeza.
Os Pioneiros foram
construídos com a certeza de que há mais além da mente europeia.
Os Hippies trouxeram a incapacidade de acreditar no poder
absoluto. Os Star Seed são incapazes de pensar apenas em termos
físicos, emocionais, mentais; estão abertos a ancorar a descida
da força, a ancorar na vida, a vibração cósmica superior nas
suas opções.
Os Índigo
Já os Índigo são incapazes
de dissociar, isto é, de sentir ou pensar uma coisa e fazer
outra. São incapazes de dissociar sentimento e acção. Cada
geração destas é um rombo no envelope que mantém o estado das
coisas. Cada geração, por ser incapaz de ser conivente com
certas mentiras básicas tornou-se autora de um novo degrau na
consciência colectiva.
Quando, na escola, nós
dizíamos: “Professora, porque é que eu tenho de aprender a
tabuada dos 9?”, a professora dizia: “Mais tarde vais perceber
porquê; agora faz”. Ora, o que é que isto significava? O que
estava a ser impresso na consciência destas crianças?
-
que elas não têm de
perceber porquê.
-
que, ao existir uma
figura de autoridade, ela deve obedecer, quer faça sentido para
ela ou não.
Então, o que se passava
connosco? Pensávamos: “Bom, a professora é uma figura de
autoridade e sabe mais do que eu. Portanto, vou obedecer e fazer
o que ela diz, embora não compreenda por que estou a fazer
isto”. E fazíamos! É aqui que começam as pequenas dissociações:
eu estou a fazer uma coisa que não compreendo; não estou inteiro
naquilo que faço; cedi uma parte do meu poder, da minha
integridade a uma figura de autoridade.
É óbvio que, para educar
uma criança, muitos destes tráfegos acontecem, mas, com os
Índigo, o caminho tem de ser muito mais profundo e sensível do
que, simplesmente, dar uma ordem.
Estas novas crianças trazem
a incapacidade de manter a personalidade desalinhada com a força
que vem do interno. Elas trazem dentro delas o mandamento
fortíssimo que é: “Não te deixes dividir em partes. Cura o
planeta. Não adormeças”.
Recapitulando:
Os Pioneiros: traziam o
mandamento de: “Faz explodir os limites do conhecimento tal como
ele tem sido enunciado desde o Renascimento; Os Hippies: traziam
com eles um sinal que dizia: “Curem o planeta. Criem uma visão.
Gerem um ideal. Magnetizem-se nesse ideal”; Os Star Seed: trazem
um selo que diz: “Vocês não são daqui, curem o planeta”; Os
Índigo: trazem todos os outros selos e mais este: “Não se deixem
quebrar em fracções. Não operem como entidades isoladas”.
Uma das principais chaves
para lidar com estes seres é: significado/contexto. Eles
precisam de sentir que todas as partes deles estão minimamente
satisfeitas com a acção.
No princípio dos anos 80
uma clarividente bastante afinada começou a detectar um grupo de
crianças que, para além do campo vibratório electromagnético
comum, e além da linguagem luminosa que em torno do corpo,
traziam um segundo elo, num certo plano, com um anel radiante em
torno da cabeça, azul escuro eléctrico intenso. Este campo
luminoso é bem conhecido do ocultismo clássico.
Estas crianças, começaram a
ser detectadas dezenas em 83, 84, 85 e, de 86 para cá, têm-se
detectado centenas e hoje detectam-se milhares.
A vida da alma é
invariavelmente atraída para dois pontos: para o centro da
cabeça onde se encontra a glândula pineal, e para o centro do
tórax onde se encontra uma câmara de ancoragem da presença da
alma (o ser psíquico). Quando a alma já está a pulsar através da
pineal, gera-se um anel azul intenso em torno da cabeça. E, de
repente, olha-se à volta e começa-se a ver centenas e logo
milhares de crianças com esta aura específica, que indica uma
elevada penetração da alma para dentro da consciência.
Nós estamos habituados a
perceber a alma como uma fonte de inspiração, como o “grilo
falante do Pinóquio”, como um companheiro invisível e muitas
vezes esquecemo-nos de um aspecto da alma – o Poder. A alma não
é apenas amor ou inteligência, ela também é Poder, isto é, um
feixe de vontade dirigida numa direcção.
Estas crianças trazem
instalada no seu corpo, vinda do plano da alma, uma voltagem
muito mais alta do que as gerações anteriores. Aquilo que, para
nós, eram momentos de inspiração, de activação, de
electrificação, experiências de clímax, é o estado básico, pelo
menos no sentido vital, destas crianças. Elas nascem
super-animadas, saturadas de uma vibração anímica. De uma
maneira geral, nós vemos a alma como uma fonte de inspiração,
mas, para estas novas crianças, a alma é uma descarga de energia
constante. Elas têm, por minuto, a energia que as gerações
anteriores não tinham, eventualmente, em horas ou num dia. Elas
estão a gerir uma voltagem de energia anormal, muito mais alta.
O contexto dos Índigo é o
planeta em que nós estamos – um planeta que não está bem. E, não
só não está bem, como não tem tempo. A nossa filigrana
ecológica, a psicologia das nações, o radicalismo internacional
não têm tempo. NÃO HÁ TEMPO. E, quando não há tempo, o Logos (a
forma ordenadora por detrás da evolução da Terra) faz emergir
uma geração que não lida com a ideia de “para amanhã”, que não
dissocia. E, se não dissocia, as coisas são para acontecer
AGORA.
Os Índigo trazem como
impulso actuar JÁ. Eles são a geração de emergência. Eles trazem
um detector de incoerência instantâneo. Isto significa que estas
crianças percebem onde o adulto é incoerente com o que está a
dizer.
Elas detectam imediatamente
a incoerência. A autoridade, portanto, não funciona.
Não há tempo! A curva de
entropia, de desagregação na qual a nossa civilização está a
entrar é cada vez mais aguda. Nós, como raça, estamo-nos a
tornar cada vez mais inaptos na solução dos nossos próprios
problemas.
Isto não é novidade, basta
ler o material da Unesco, o World Report, os contributos de
grupos de cientistas que estão constantemente a alertar as
entidades governamentais para uma série de factos. Isto
significa que temos um problema de tempo para gerir, e os Índigo
nascem com isso plasmado dentro deles.
O próprio planeta está
sobre uma mola iniciática, está numa catapulta preparando-se
para ser ejectado para uma nova dimensão da vida, para uma nova
realidade, pelo que uma das formas que a Terra tem de dar o
salto é respirar força divina pura. O planeta está-se a preparar
para se tornar permeável a factores mais próximos do Divino.
Se nós percebermos o
planeta como uma esponja de energia, ele tem sístoles e
diástoles, respira, tem momentos de maior ocultação e outros de
clímax, nos quais respira mais energia vinda do Universo.
Existem zonas geográficas, indivíduos, grupos, ambientes, que
são autênticos pulmões de energia superior. Quando a Terra
respira satura-se de energia. Nós temos hoje, por metro
quadrado, muito mais energia cósmica do que tínhamos antes.
Está-se a tornar comum, em
termos de consciência colectiva, os diálogos sofrerem um
misterioso desvio na direcção espiritual, inclusive à revelia do
plano mental do indivíduo.
Ora, os Índigo trazem,
activado neles, um sistema energético compatível com esta
saturação de energia. Trazem um sistema de acumulação, de
fixação e transporte de energia, diferente do nosso sistema
comum, o que fez com que a Medicina os classificasse como
portadores de desordem, de hiperactividade, atenção e
concentração. Eles, porém, estão a processar dias em minutos,
porque a Terra “já só tem minutos”. Eles são uma emanação
espontânea da Mãe Terra como se a Mãe Terra dissesse: “As
próximas centelhas de luz a encarnar têm de vir superiormente
artilhadas com uma resposta energética”.
Nos Índigo, perante a
mentira, dispara um alarme: “O planeta não tem tempo para essa
mentira”. Eles são inflexíveis, pois chegam com a certeza
absoluta de que, se eles adormecerem, é muito grave!
Os Star Seed estão em
prova: têm de demonstrar se vão adormecer ou não. Todavia,
grande parte da geração de 60 foi-se envolvendo em assuntos cada
vez mais periféricos, mais fora da Visão, e grande parte foi
reassimilada. Houve um sono que se foi instalando. Agora, porém,
os Índigo, estes irmãos mais pequenos trazem um sinal fortíssimo
de: “Cura o planeta, não adormeças!”
E, porque o foco da
consciência deles está claramente no centro oculto da cabeça
(pineal), eles trazem um íman mental que pede e atrai... Antes,
nós, desligávamos a cabeça e as emoções.
O que é uma gueixa? É um
ser que foi educado na sublime arte da dissociação – o que tu
sentes não conta, o teu corpo vai por aqui, a tua mente vai por
ali... O que é toda a prostituição, desde a física à
intelectual? Pode-se comprar um crítico de arte, um editor dum
jornal, pode-se pagar a uma pessoa para escrever coisas que ela
não acredita... DISSOCIAÇÃO. E o que é ir trabalhar sabendo que
aquilo não tem nada a ver connosco, senão aprofundar a nossa
técnica de dissociação? A ideia por detrás da proposta da
dissociação é que, procurar ser completo e inteiro naquilo que
fazemos é um capricho, que a vida não é assim, e, com esta
proposta, já vamos na destruição de 30 ou 40% da Amazónia.
Grande parte da nossa vida,
de manhã à noite é dissociar, é aprender a sentir uma coisa,
fazer outra, pensar outra. Existem 4 grupos de Índigo
diferentes. Todavia, os mais potentes – os guerreiros – perante
a contínua exposição da nossa incoerência e falsa autoridade,
têm duas reacções: ou o isolamento ou a agressividade.
Os Índigo são MAIS tudo.
São como um ser humano comprimido, e aquilo que é a vida de um
ser humano durante uma semana, está comprimido numa hora, porque
a dimensão tempo está-se a alterar porque a necessidade da nossa
cultura é: Verdade.
As próximas pessoas
significativas são curadores de sociedades. Nós formamos
médicos, engenheiros, investigadores, políticos, advogados,
mecânicos aos milhares e a nossa cultura está a afundar-se cada
vez mais, o que significa que a nossa proposta educativa não
está a criar o tipo de pessoa de que precisamos. Todavia, o tipo
de pessoa de que precisamos é desconcertante, no sentido em que
tem de ter uma penetração instantânea nas raízes psicológicas da
alienação. A maior parte destas crianças tem Plutão em Sagitário
e em Escorpião, o que significa que têm um “Raio X” que actua
imediatamente na raiz dos problemas.
A criatividade delas é
constante. Nós sabemos, pelo estudo dos chacras, o que acontece
quando se bloqueia a criatividade: ela fica prisioneira, frusta,
vai fermentando e transforma-se em energia agressiva ou
destrutiva. Com estas crianças, porém, o problema é muito mais
grave porque elas vieram criar uma nova civilização.
Assim como a Terra está a
respirar uma voltagem maior do Cosmos, também estas novas
crianças trazem um sistema energético preparado para ancorar
essa nova voltagem. Elas têm uma energia vital dez vezes maior,
o que significa que quase todo o espaço é pequeno para elas. Se
as colocarmos numa sala como esta, daqui a pouco estão a correr
daqui para ali, dali para aqui, daqui para ali... e tu dizes:
“Bem, é uma criança, volto daqui a bocado, aí ele já se cansou”.
E tu voltas daí a 20 minutos e ele continua daqui para ali, dali
para aqui! Como elas não têm carência de energia vital, a
atribuição de significados é muito rápida.
Então, os Índigo não vêem
televisão: vão passando os canais uns atrás dos outros, porque a
sua forma de assimilar informação é fulminante. Tu começas uma
frase e ele já sabe o que é que tu queres dizer. Eles funcionam
por download de informação; funcionam por uma fusão entre
velocidade de assimilação e telepatia.
Índigo significa:
consciência polarizada no centro da mente. A mente,
progressivamente sintética, torna-se um reflector da realidade.
Os Mestres Ascensionados chamam a isto “conhecimento directo”.
Decorre muito pouco tempo entre um Índigo estar a apertar-te o
pescoço ou a beijar-te, porque ele faz uma síntese da tua
vibração numa velocidade muito mais alta do que as gerações
anteriores.
Pode-se dizer: “Mas as
crianças são assim, elas funcionam como transporte químico
invisível; são instantâneas!” Se são, esta geração é ainda mais.
Elas não nasceram para a Terra de 3ª dimensão, lenta, mental,
dialéctica, progressiva, argumentativa, justificativa, carente,
frágil, insegura, como é a nossa própria experiência quotidiana;
elas trazem um sistema energético e uma consciência preparada
para receber o impacto, a partir de 2008, daquilo a que podemos
chamar “overload” (sobrecarga).
2008
A partir de 2008 a Terra
entra em sobrecarga energética até 2012/15. Isto significa que
“para cima todos os anjos ajudam”! Vamos ter hostes de
consciência superior disparando, para o veículo colectivo, uma
enorme saturação energética.
Significa isto que as
pessoas ou estão alinhadas com o núcleo do seu próprio ser, com
o centro da consciência – vivem já esta dignidade
espontaneamente, em liberdade, focadas no centro da sua
consciência, pelo que a sobrecarga traduz-se por uma activação
de certos mecanismos ocultos que estão a despertar dentro de nós
– ou, se não estamos alinhados com o centro da consciência, esta
sobrecarga, ao não encontrar um pilar de luz, vai desviar-se
para os corpos e vai funcionar nos chacras. Ora, os nossos
chacras não foram feitos para receber esta energia.
Nós vamos ter
radicalizações do comportamento. Por mais cuidado que os nossos
Irmãos Maiores tenham em não produzir sobrecarga na Terra (de
forma a não fracturar as placas da nossa cultura demasiado
cedo), não podem adiar o inadiável.
Então, a partir de 2008,
vamos ter, na rua, a vibração que até hoje tínhamos nos templos.
Por outras palavras, essa convergência de força, de energia e de
aspiração, de honra e dignidade ao Homem que o Templo propunha,
vai passar a ser um facto da Av. de Roma, do Cais do Sodré2,
etc…
A força constituinte da
consciência/templo não pode continuar retida dentro dos templos.
Esse facto, válido e legítimo, mas que teve o seu tempo, tem de
romper o limite dos templos. A força limite da consciência
templar tem de se espalhar pela matriz que todos estamos a
criar. Pela coerência, pelo amor à integridade, pela aspiração à
união das partes do nosso ser, há que trazer isto para o centro
e cultivar esta unidade dentro de nós. Isto é algo que os Índigo
não precisam de fazer... a menos que os droguemos com sedativos
até começarem a aprender a dissociar – isso que a medicina, no
fundo, está a fazer, sem saber.
Hoje, na Austrália, uma em
cada 36 crianças é considerada com problemas de hiperactividade,
de atenção e concentração.
Esta necessidade de amar a
união de todos os níveis do nosso ser, esta sede de ser uno é o
único caminho para o indivíduo estar alinhado com a descida da
Força nos próximos anos, porque se ele é feito de fragmentos,
vai receber o impacto da força em regiões onde não fez o
trabalho.
Este é o momento de seres
aquilo que tu, desde criança, sabes que é possível; é o momento
de começares a desmontar a convenção de que fomos criados para
não nos conhecermos a nós mesmos, para nos adaptarmos. Grande
parte dos “jogos de cintura” que conformam a vida quotidiana de
toda a gente, alimentam-se do nosso medo, alimentam-se da nossa
eterna pergunta: “O que é que acontece se eu for UM, se eu amar
a integridade e a fusão das partes do meu ser numa mesma Luz, ao
ponto de revelar a Quinta Essência? O que é que acontecerá?”
Então, o medo instala-se e a pessoa não dá o passo.
Ora, o que se passa com os
Índigos é que eles não têm esse tipo de medo. Eles são mais
rápidos, mais autoconfiantes, têm uma espécie de sensação de
realeza dentro deles, têm a impressão de que merecem estar aqui.
São mais inteligentes, confrontativos, mais ousados, intensos,
sensíveis e violentos. São mais violentos porque a carga que
passa através do filtro do “não estarem a perceber” é mais forte
do que nas gerações anteriores.
Eles trazem um enorme
“compacto” de todas as qualidades humanas, aceleradas,
amalgamadas, compactadas. São como uma pilha de energia.
Assim sendo, o que é que
acontece se não conseguirmos encaixar este ser na educação que
criámos, na alimentação, nos média, na arquitectura que criámos?
Acontece que não se deu a transformação necessária para que esta
civilização pudesse receber a “sobrecarga” e iluminar-se.
Quando se der a fase de
sobrecarga energética na Terra, tudo o que for flexível,
articulado, amplo, transparente, ascendente, muda de frequência;
mas, tudo o que for inflexível, rígido, absoluto, dogmático, não
interactivo, irá fraccionar-se devido à natureza desta carga que
vem para erguer a civilização para um novo estado.
Quando perguntaram a um
Índigo (com 5 ou 6 anos de idade) se ele achava que tinha uma
desordem de deficiência de atenção (não conseguem estar a fazer
a mesma coisa durante suficiente tempo para a acabar ou para a
desenvolver como nós gostaríamos; passam de uma actividade para
outra muito rapidamente), ele disse: “Sim, tenho deficiência de
atenção dos meus pais e isso produz uma desordem”. É neste nível
que eles são capazes de responder.
O que está a chegar aí são
seres humanos que não vêm para alimentar a inércia em que a
nossa cultura caiu: uma cultura obcecada com a comunicação
instantânea seja qual for a distância, mas que, no entanto, não
sabe comunicar; que está a desenvolver o meio mas não tem
conteúdo. Então, estas crianças vêm para pôr estas coisas todas
em questão. Elas são muito mais aceleradas, intensas e
sensíveis.
Um Índigo ouve o ruído da
lâmpada de néon e pergunta: “Porque é que a lâmpada faz
barulho?”. E tu respondes: “Porque foi construída assim.”
“Então, porque é que usas lâmpadas que fazem barulho, em casa?”
“Porque quase todas as casas têm estas lâmpadas na cozinha.”
“Porque é que a tua casa é como quase todas as casas?” “Porque
ainda não pensei o que é a cozinha.” “Então, porque é que não
pensas?” “Porque agora não tenho tempo para pensar nisso.” “E
quando é que vais ter tempo?” “Talvez para o mês que vem.” No
mês seguinte, ele volta e pergunta: “Então, já pensaste na nova
cozinha? O que é fascinante é que eles não perdem uma frase!
Existem cinco palavras para
compreender os Índigo: uma é Propósito. Os Índigo funcionam por
coesão e precisam de sentir o propósito. 70 a 80% das crianças
que nascem são Índigo. Têm todas as características das crianças
comuns mais as características apontadas. Os Índigo não gostam
de fazer coisas que não compreendem, pois sentem que uma parte
deles não foi dignificada. Estão muito conscientes que vieram
para um planeta que precisa de ajuda e que há algo dentro deles
que não pode ser posto de parte.
Outra palavra é Contexto.
Um Índigo não gosta de se focalizar apenas numa pequena parte do
que está a acontecer, mas de sentir uma série de factores à sua
volta. Os sentidos dele são hiperactivos. A intensidade da cor,
em termos neurológicos, é mais intensa. O som, os cheiros, os
sabores, as variações eléctricas, as diferenças de luz e
contraste nos monitores de televisão, as alternâncias, tudo isto
é muito intenso para eles.
São crianças habitadas, já,
por uma alma activa, são o princípio da encarnação da alma
colectiva.
Além do Propósito e do
Contexto, temos:
Informação sintética: Se
falares com um Índigo, concentradamente, vais precisar de dizer
muito pouco. Velocidade: Eles são mais rápidos em tudo, até a
fazer asneiras. Compacto: Eles têm tudo compactado. No fundo da
autoconsciência destas crianças, eles sabem que são adultos
adiados, são adultos cujo corpo ainda não exprime isso. Então,
têm uma reacção de adulto ao nosso tratamento, apesar do corpo
ser infantil.
Antigamente havia crianças
precoces, hoje são todas precoces, já estão conscientes de que
são adultos. É claro que isto traz todo um conjunto de
problemas! Elas precisam de ser tratadas como crianças no plano
emocional. Quando pedem um abraço, o adulto deve estar
completamente disponível para dar um abraço. No entanto, em
termos de percepção mental, elas não gostam de ser tratadas como
crianças. Elas elaboram profundamente o que está a acontecer à
sua volta, intensamente.
Se eu disser “Porque não!”
a um Índigo – que é uma frase muito comum na educação de
crianças – ele fica a olhar para mim como se eu fosse o maior
idiota deste mundo, porque, para ele, “porque não” não tem
conteúdo.
E se disseres: “Porque eu
disse!”, piorou! Os Índigo alimentam-se de sentido, e apaziguam
o sistema nervoso através de sentido.
Se precisares de aquietar
uma criança em estado hipernervoso e agressivo – e há 70% de
probabilidades de se tratar de um Índigo – além de outros
factores precisas de actuar com sentido. Ele precisa de ter uma
explicação articulada, lenta, amorosa e cuidadosa do porquê. O
porquê trás paz a um Índigo, porque os Índigos ficam
desequilibrados quando têm de aprender a mentir a eles mesmos.
É muito difícil criar um
“hábito” a um Índigo porque eles são, finalmente, a geração, a
emanação da Mãe Terra que veio para não obedecer.
Agora, a desobediência de
um Índigo é toda significativa. É uma desobediência criativa,
muito diferente da rebeldia, do egoísmo. Como, afinal, são
crianças, os Índigos têm as outras “desobediências” todas: a da
rebeldia, a do egoísmo, a da indiferença... mas, muitas vezes, o
que ele tem é a desobediência típica de um Índigo. Isto
significa que um educador tem de saber distinguir muito bem
entre: “Isto é a desobediência tridimensional, terrestre, banal,
portanto, levas uma ripada nas orelhas”, e: “Espera. Ele precisa
de mais informação para obedecer.”
A tragédia é que as
famílias, hoje, mal têm tempo para uma criança dos anos 30,
quanto mais para uma criança de 2002!
Com os Índigo se não emerge
a luz, emerge uma enorme agressividade ou um profundo
isolamento. Agressividade e isolamento. Os Índigo reagem ao
facto de não estarem a ser compreendidos de duas maneiras:
agressividade e isolamento.
A agressividade de um
Índigo pode chegar a extremos, tal como se vê em certos crimes
cometidos por crianças, actualmente.
Não se trata só da
influência dos órgãos de informação ou de forças negativas no
plano astral. Há uma equação mais complexa porque, antigamente,
também havia órgãos de informação e forças no plano astral, mas
era muito raro uma criança cometer um homicídio. Essas crianças
e alguns teanagers que cometem homicídios foram levadas a
ultrapassar o limite em que permitiam uma certa dissociação.
Se um Índigo está zangado
ele faz uma zanga; se um Índigo está amando, pode encher uma
sala de amor. É isto que significa mais concentrado, mais
intenso, mais acelerado. Enquanto que os nossos irmãos Hippies
vieram para deixarmos de acreditar no poder absoluto e os Star
Seed para deixarmos de acreditar numa dimensão única, os Índigo
vieram ensinar a Humanidade que o estado em que o planeta se
encontra se deve ao facto de termos desenvolvido a dissociação
tão profundamente.
Então, eles têm como que
uma tensão constante entre os três veículos da personalidade. O
físico, o emocional e o mental não têm a capacidade de se
afastarem uns dos outros tão profundamente como em nós; tudo
aquilo está dentro dum campo que tende para a coerência.
Assim, nós temos um
problema, porque uma das fases de amadurecimento da
personalidade é, justamente, a capacidade de dissociar, de
pensar uma coisa e, bom..., de vez em quando apetecer mandar
alguém pela janela fora!
Não é muito saudável, mas a
nossa mente não tem um controle absoluto no sentido de evitar a
criação dessas imagens. O que se passa é que, para nós, tudo
isso é virtual, mas, para um Índigo, a gestão disto é muito mais
difícil.
Se conseguirmos criar um
veio de sinceridade com estas crianças e lhes transmitirmos, à
escala global, que a natureza deles veio ajudar a Terra, no
sentido de dizer: “Olha, tu trazes uma potência, intensidade,
aceleração e sensibilidade que podem ser muito positivos”, se
isto for dito de adulto quase para adulto, a tendência para a
agressividade começa a desaparecer neles, porque a energia
criadora começa a encontrar canais de expressão criativos.
Um ponto básico na relação
com um Índigo é: convém falar olhando nos olhos ou com um tom de
voz que eles percebem que são respeitados. O olhar ou o tom de
voz têm de comunicar que eu não estou a fazer de “adulto” e,
automaticamente, a obrigá-lo a fazer de “criança”. Eu tenho de
ter consciência de que há uma certa ambivalência mas que também
há algo muito sério dentro dele que está a ser dignificado.
Como os Índigo trazem uma
forte consciência de si mesmos e de que vieram fazer algo –
Propósito – podem parecer erráticos à superfície, mas há um
sentido profundo nas suas explorações. Eles não se sentem bem
quando são tratados meramente como seres incompletos. Pode-se
dizer: “Bom, mas a pedagogia infantil já passou essa fase há
muito tempo!” É ainda mais fundo!
O nosso problema como
adultos é ajudar um Índigo a sentir a alma – isso que, nele,
está à flor da pele. Fornecer instrumentos que permitam àquele
ser sentir que é um enviado de uma outra realidade, que está a
usar este corpo, e que a força, a intensidade, a aceleração,
tudo aquilo que ele sente, vem dessa alma, desse plano mais
alto. Importa começar a combinar a consciência dele com a
consciência da alma que já está ali bem presente.
Uma forma de trabalhar a
questão da competição nestas crianças, quando elas são muito
competitivas – e algumas delas podem ser – é explicar-lhes que a
competição só vai ser “ganhar” ou “perder” aqui, nesta dimensão.
Explicar-lhe que ele é mais, que é outras coisas, que, na
dimensão da alma, ele não pode perder nem ganhar, que o facto
estar vivo e o acto de participar já é ganhar.
Um Índigo traz, dentro de
si, a solução para a transição planetária. Eles são essa
transição, eles vêm para ser unos. Ser uno significa que o
físico, o emocional e a mente podem exprimir a alma, e um Índigo
sofre profundamente quando é obrigado a ceder um dos seus corpos
para algo que, para ele, não tem sentido. Ser uno é ser integral
entre a alma e o físico. Isto é um ser extremamente poderoso,
tão poderoso que, neste momento, os Índigo já estão a dar
conferências (em Março de 2003 no Hawai, conferência só com
crianças psíquicas, os adultos quase não falam).
Isto não é uma
sobrevalorização das crianças ao ponto de as estragar, porque se
fazemos isto pelo lado errado, estragamo-las. Não se trata de
sobrevalorizá-las ao ponto de elas inverterem os papéis, porque
um Índigo não procura inverter os papéis, ele fica de igual para
igual, pois sabe que tu és um adulto, sabe qual é o teu papel,
que tem muito a aprender contigo. Mas, de igual para igual, ele
tem muita dificuldade em se tornar conivente com jogos de poder,
porque, enquanto outras crianças ficam amedrontadas, o Índigo
fica ofendido com jogos de poder.
Existe um livro – “Crianças
de hemisfério cerebral direito num mundo de hemisfério cerebral
esquerdo” – que descreve o problema de crianças que são, por
exemplo, canhotas, o sofrimento que representa serem seres do
hemisfério cerebral direito e terem de se encaixar num mundo de
hemisfério cerebral esquerdo.
Esse sofrimento é muito
comum nos Índigo. Os Índigo trazem os dois hemisférios
equilibrados. Por isso é que a nossa educação não vai funcionar
com eles, porque a nossa educação parte do pressuposto de que a
criança, apesar de ter toda uma estrutura de aprendizagem
potencial já inata, genética, é como uma folha em branco onde
nós vamos escrever coisas. Isto, porém, só vai estimular as
funções cerebrais esquerdas dele. Os Índigo recusam-se a
participar em situações tão rituais, tão passivas nas quais a
criatividade deles não é para ali chamada.
A capacidade de fixar a
informação pelas imagens é muito grande, o que indica
hemisférios cerebrais muito equilibrados. Isto significa que a
vida da alma se aproxima profundamente da vida da personalidade.
O novo planeta contém um
clima psíquico colectivo de intensa alegria, que é a base da
experiência da vida para a Nova Terra. Essa intensa alegria é
combinada com outras qualidades do ser, provocando um equilíbrio
entre intensa alegria e exploração, penetração no desconhecido.
Um ser da Nova Terra tem
consciência desta sala, da cor e tonalidade dos óvulos na cabeça
de todos nós, pode projectar pensamentos para dentro desses
óvulos coloridos da tua mente superior.
O grau de combustão entre a
Mãe Ascendente e o Pai Fogo é muito mais alto. O potencial do
Divino a descer sobre um planeta é imenso! A Terra vai entrar na
4ª com aspectos da 5ª dimensão. Isto é uma ave de fogo que desce
sobre nós, mas é, também, uma comutação na medula oblongata
dilatando e refinando os feixes nervosos fazendo com que muito
mais energia dos centros superiores passe ao longo da coluna
vertebral. É o Fogo Divino acendendo-se na cera da manifestação
universal no teu corpo, nos teus sentimentos, no teu mental.
Os Índigo são a
antecipação, vêm demonstrar essa antecipação. E, de repente, tu
vais levar um ser (que é simplesmente um casamento entre o Pai e
a Mãe, num grau mais alto) ao médico e dizes: “O meu filho não
pára quieto e não se consegue concentrar em nada”. E o que é que
tu vais fazer se ele olha para uma escola e percebe: “Central de
produção de peças para encaixar num sistema de rentabilização.
Mas eu não vim cá para encaixar!
Assim sendo, o que é que
vamos fazer? As propostas de Carl Rogers ou de Agostinho da
Silva é que as escolas devem transformar-se num buffet de
educação e que temos de aprender a confiar nos mecanismos
autónomos do despertar da curiosidade na criança.
A nossa técnica tem sido
dizer: “Continua assim e vais ver onde vais parar!” ou “Sim,
sim, a vida não é o que tu julgas!” Isto mata o brilho! É como
se disséssemos a uma criança: “Brinca agora porque, quando
cresceres, é o fim, é a morte do brilho, é a morte do mistério”.
Como é que vamos convencer
uma criança a crescer nestas condições? Claro que a criança não
quer crescer! Estas coisas vão criando incomunicações dentro da
criança. Assim, o que Agostinho da Silva e Carl Rogers
propuseram era muito claro. Na escola não tem de se respirar
educação, as matérias têm de estar disponíveis e a função do
professor é estimular na criança a derrapagem que o leva a amar
o conhecimento. E, se ela amar o conhecimento, o seu próprio Eu
Superior, pela sua lógica inerente, pelo seu projecto oculto,
adere ao processo. Ou seja, a nova pedagogia implica que nós
aceitamos o facto de que as crianças trazem, cada uma, um
projecto oculto, uma vez que o Eu Superior não encarna sem um
dom, uma qualidade.
Quem selecciona as almas
para descer a esta dimensão, quem gera os protocolos de acesso e
os vórtices magnéticos para dentro do útero da mãe, quem
trabalha com essas comportas é a mesma Inteligência que coordena
a evolução da Terra como um todo.
As almas não vêm para o
mundo de roldão, como um acidente, vêm coordenadamente segundo
um plano. Cada geração foi uma alavanca para abrir uma porta da
prisão em que nos encontramos.
A Entidade de fundo
ordenadora da evolução do planeta colhe, do mundo das almas, as
que têm os dons necessários para fazer o planeta prosseguir na
sua evolução. Uma geração contém, em nível da alma, tudo o que é
necessário para iluminar um sector assim como o degrau que lhe
compete iluminar naquela fase do crescimento da Terra. Cada ser
traz um dom, e o que vai expandir a consciência terrestre é esse
dom, não as habilidades adquiridas. O ser humano não é uma massa
para trabalhar. Apenas uma camada muito superficial dele é uma
massa que pode adquirir habilidades, qualidades num sentido
cívico, moral, ético, etc., porque, no fundo, à nascença, cada
ser trás o dom que valida a sua presença aqui. E: Ao exprimires
o dom, tu curas; se te ficas pelas habilidades, fazes apenas a
manutenção da situação.
E se, das habilidades,
desceres para o plano da esperteza e da sobrevivência, estás a
confirmar a doença terrestre.
Quem é que chegou à escola
e teve um educador que olhou para ele e disse: “Olha um dom!?
Vamos abrir a prenda e descobrir qual é.” Quem encontrou uma
postura toda receptiva, que constrói uma atmosfera de segurança
e autoconfiança na qual o dom possa começar a vir ao de cima?
Qual de nós teve essa oportunidade?
Basicamente o que havia era
uma professora e uma régua. Não é possível dar reguadas aos
Índigo, porque, quando uma criança entra em depressão, temos um
tipo de curva; quando um Índigo entra em depressão é outra
curva. Eles funcionam por picos, e nós temos de ter a
inteligência emocional de acolher um ser destes como um dom que
chegou.
Para expandir a sua
criatividade, um Índigo precisa de um ambiente nutridor
emocionalmente, que seja ao mesmo tempo um processo de ajudar a
criança a dar à luz o seu dom. O que os pedagogos como Agostinho
da Silva, Carl Rogers e alguns outros, no México e na Suécia,
vieram dizer foi qualquer coisa como: “Bom, podem continuar a
brincar à educação durante uns tempos, mas preparem-se porque
daqui a 20 ou 30 anos as crianças não vão conseguir encaixar
isso”.
A nossa neurose no plano da
educação tem a mesma base neurótica dos processos
judaico-cristãos: como o homem nasce essencialmente por dor, nós
temos de nos corrigir, e a escola é a primeira correcção. Há uma
expectativa do “pior” que pode vir, não do “melhor”. Há a
sensação de que o ser que chegou à família pode emitir algo mau,
e como os Índigo são esponjas telepáticas, apanham rapidamente o
que estás a sentir. O convite é para nos aproximarmos destas
crianças com postura de disciplina, na qual ele aprende que é
respeitado, mas os pais também têm de ser respeitados. Há,
portanto, limites que têm de ser estabelecidos. Mas convém,
ficar absolutamente claro que há um dom oculto naquele ser e que
os pais estão ali para confirmar, co-explorar e desenvolver esse
dom, e que, à partida, não têm nenhuma ideia do que é que aquele
filho tem de ser ou não ser. Têm, apenas, a postura de facilitar
a emergência desse dom. Os Índigos são dons!
Muitas vezes, subtilmente,
existem fortíssimas chantagens emocionais nas famílias sobre o
que é que a criança tem de vir a ser, o que fortalece a carapaça
exterior da criança e faz com que o dom vá ficando cada vez mais
oculto. Estes irmãos que estão a chegar, trazem o dom de curar a
nossa sociedade e de curar o planeta, e cada um traz uma parte
do plano da Mãe Terra para a transformação da situação
terrestre.
Os nossos filhos trazem um
dom, um dom oriundo do mundo das almas. O mundo das almas é
parte da vida espiritual da Terra que, por sua vez, é parte da
vida do Logos que rege a evolução do nosso planeta. Então, o dom
do teu filho está em directa ligação com o vórtice que é o Logos
terrestre. Como é uma geração que veio para produzir uma
transformação, cada um deles é literalmente uma parte da
estratégia da Hierarquia espiritual.
Sabe-se que por volta dos
25, 28 anos, os Índigo terão a revelação clara da sua missão.
Esse dom é surpreendente. Um Índigo tende a transformar-se num
psicólogo de esquina. Ele vem para casa, não a falar do futebol
lá em baixo, no parque, mas de que ficou triste, porque o Hugo
não marcou nenhum golo. Está aqui a diferença. Eles são tão
intensos que apanham, comentam, estão conscientes dos envelopes
emocionais/afectivos das situações.
“Tu sabes, mãe, como o Hugo
ficou triste por não ter marcado nenhum golo, eu estava a pensar
trazê-lo amanhã cá a casa para brincarmos juntos.” É um
psicólogo de esquina! Ah! São os amigos do João que estão lá no
quartinho?... Não! São os clientes do João, e ele está a fazer
uma sessão de terapia em grupo!
Outro ponto em que se vê a
profunda criatividade destas novas crianças, é que eles podem
ter uma má nota a Desenho, na escola, porque lhes foi exigido
uma coisa muito específica. Todavia, espontaneamente, compram
missangas e fazem um colar, e tu observas que a forma como as
cores estão combinadas é extremamente harmoniosa. A
sensibilidade dele não se manifestou quando estava a ser forçado
(porque, por base, não se “força” um Índigo, “convida-se”), mas
quando estava a ser espontâneo, verifica-se que algo bate certo.
Da mesma forma, ele pode
estar completamente desatento na aula, mas quando tu reparas nos
níveis de performance que conseguiu atingir nos jogos de
computador, ao guiar um helicóptero dos USA disparando mísseis
contra os coitados dos Árabes, na quantidade de árabes que ele
matou na última semana... tu dizes: “Espera, ele pode não estar
atento nas aulas, mas tem uma capacidade de coordenação olho/mão
e de percepção de distância, de acção, muito sofisticada, que eu
não tens. Bom, então, está a nascer um novo tipo de
inteligência.”
Parte
II
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